- Machado afirma que não manteve contato com Donald Trump desde outubro de 2025; na entrevista, disse que falou com ele em 10 de outubro, dia em que o prêmio Nobel foi anunciado, e não desde então.
- A líder da oposição venezuelana viajou para a Noruega para receber o prêmio Nobel da Paz e não retornou a Venezuela. Ela afirma que planeja retornar o quanto antes.
- Trump rejeitou a ideia de trabalhar com Machado, afirmando que ela não tem apoio nem respeito no país.
- Uma avaliação classificada da CIA apresentada a Trump indicou que líderes leais a Maduro, incluindo a presidente interina Delcy Rodríguez, estariam mais bem posicionados para manter a estabilidade.
- Desdobramentos recentes incluem relatos de drones sobre o palácio presidencial e disparos de alerta enquanto forças de segurança reagiam, além de declarações de líderes do Congresso norte‑americano sobre o alcance e a natureza da intervenção.
A líder da oposição venezuelana, María Corina Machado, afirmou em entrevista televisiva que não manteve contato com Donald Trump desde outubro de 2025. Machado disse que conversou com o ex-presidente no dia 10 de outubro, quando foi anunciado o Prêmio Nobel da Paz, e que não houve diálogo desde então. Ela planeja retornar à Venezuela assim que possível.
Machado, premiada com o Nobel, deixou o país no mês passado para receber a honra na Noruega e não voltou. A dirigente declara estar disposta a regressar ao país, apesar da atual crise política, que envolve ações dos EUA para remover Nicolás Maduro do poder.
Trump, por sua vez, minimizou qualquer parceria com Machado, afirmando que ela não tem apoio nem respeito dentro do país. Reportagens da imprensa indicam uma avaliação da CIA de que aliados fiéis de Maduro, incluindo Delcy Rodríguez, teriam mais condições de manter a estabilidade.
Desdobramentos políticos
Parlamentares dos EUA comentaram o briefing classificado feito a líderes do Congresso, com críticas à estratégia de Washington para a Venezuela. Rui Johnson, porta-voz republicano, afirmou que não houve confirmação de mudança iminente de regime no país caribenho.
Drones não identificados foram vistos sobre o palácio presidencial de Caracas durante a noite de segunda-feira, com relatos de tiros e fogo de traçadores. As forças de segurança venezuelanas teriam reagido, confundindo o incidente com uma nova ação de entrada no território.
Trump chegou a sugerir à NBC News que recursos dos contribuintes poderiam financiar a reconstrução da infraestrutura petrolífera venezuelana, para depois reembolsos por meio de receita ou participação de empresas. A proposta é discutida em documentos de governo não confirmados.
Stephen Miller, assessor da Casa Branca, reafirmou a posição sobre a possível incorporação de Groenlândia aos EUA, deixando claro o alinhamento estratégico do governo atual em relação à política externa.
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