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Milícias armadas atuam na Venezuela enquanto regime tenta impor autoridade

Milícias armadas patrulham ruas e checam telefones para afirmar poder após ataque dos Estados Unidos, com jornalistas detidos e decreto de emergência

There is uncertainty about what will happens next after US forces captured Maduro and his wife.
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  • Milícias armadas conhecidas como colectivos foram mobilizadas para patrulhar as ruas de Caracas, estabelecer pontos de controle e checar os telefones das pessoas.
  • A ação ocorre após a suposta captura do presidente Nicolás Maduro e busca confirmar que o regime mantém o controle diante de tensões com os EUA.
  • Testemunhas relatam que veículos foram parados, pessoas tiveram seus telefones inspecionados e há relatos de protestos contidos; houve reforço de presença policial com coação de apoiadores do governo.
  • Um decreto de emergência foi divulgado para coibir celebrações públicas da suposta queda de Maduro e mandar as forças de segurança detiverem quem promovesse ou apóiasse o ataque armado dos Estados Unidos.
  • Ainda no fim de semana, jornalistas foram detidos em Caracas, com a maioria liberada posteriormente; a situação alimenta clima de incerteza sobre o desdobramento político e o risco de novo ataque externo.

O regime venezuelano acionou milícias, conhecidas como colectivos, para patrulhar ruas, realizar pontos de controle e verificar telefones de pessoas. A ação ocorreu após a detenção do presidente Nicolás Maduro e intensificou a demonstração de controle estatal sobre Caracas, com a justificativa de impedir pressões internas e ameaças externas.

Os colectivos cruzaram a capital em motos, exibindo fuzis e instaurando abordagens em vias públicas. Relatos indicam que veículos foram parados e pessoas tiveram seus aparelhos telefônicos revistados, para checar contatos, mensagens e conteúdos nas redes sociais.

A presença de civis armados gerou temor entre moradores. Em Catia, oeste de Caracas, uma moradora relatou medo recorrente de prisões e agressões, argumentando que a cidade vive uma atmosfera de incerteza e vigilância constante.

A normalidade voltou parcialmente à cidade, com comércios reabertos e deslocamentos retomados, mas o clima permanece tenso. A vice-presidente interina Delcy Rodríguez busca transmitir controle, embora haja desconfiança sobre o que pode ocorrer a seguir.

Anúncio de decreto emergencial dele evitar celebrações públicas da suposta queda de Maduro foi acompanhado de ações para identificar e deter pessoas associadas ao apoio às forças que teriam realizado a operação com apoio externo. Governistas destacaram apoio à soberania nacional.

Na mesma noite, houve relatos de disparos contra drones não autorizados, interpretados como engano quanto a uma nova operação externa. Autoridades disseram que não houve confronto generalizado e que o país permanece em estado de alerta.

Detidos em Caracas entre segunda e terça-feira: parte de jornalistas de mídia internacional, com a maioria liberada posteriormente. A informação aponta para restrições às avaliações públicas sobre o desenrolar da crise, com a imprensa sob pressão.

Fontes oficiais comentaram que as ações visam impedir celebrações ou relatos que possam abalar a autoridade do governo. Moradores relataram vigilância elevada, com moradores orientados a evitar conteúdo político em seus aparelhos.

Contexto e desdobramentos

Relatos indicam que o episódio envolve disputas de poder internas ao chavismo e riscos de novos desdobramentos, incluindo possíveis impactos econômicos e tensões com a comunidade internacional. A situação continua em mudança conforme novos decretos e respostas oficiais são divulgados.

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