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O enigma do ouro venezuelano de £1,4 bi no Bank of England

Caso do ouro venezuelano mantido no Bank of England reacende disputa sobre quem controla as reservas no exterior e expõe tensões geopolíticas

Gold bullion in the vaults at the Bank of England
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  • Venezuela mantém cerca de 31 toneladas de ouro no Banco da Inglaterra, equivalente a cerca de 15% de suas reservas externas, com valor estimado em US$ 1,95 bilhão em 2020 e preço atual mais alto.
  • O ouro ficou retido desde 2018, em meio a disputas sobre a legitimidade do governo de Nicolás Maduro e pressões internacionais.
  • A intervenção ocorre em meio a um contencioso jurídico envolvendo o governo interino de Juan Guaidó, que perdeu reconhecimento formal, e a gestão de Delcy Rodríguez na linha de frente do atual governo.
  • O Reino Unido não reconhece oficialmente Maduro como líder legítimo, mantendo a posição de manter pressão para uma transição democrática.
  • O Banco da Inglaterra não comentou o caso até o momento.

A reserva de ouro da Venezuela em Londres permanece no centro de uma disputa legal que envolve o Bank of England e o governo britânico, sob pressão internacional. O ativo, avaliado em 2020 em cerca de US$ 1,95 bilhão, está retido em Threadneedle Street desde os anos 80. Não houve liberação até o momento.

Ao todo, Caracas afirma ter cerca de 31 toneladas de ouro no Edifício do Bank, equivalente a cerca de 15% das reservas externas. O valor atual é superior ao registrado em 2020, com o preço do ouro em alta. A disputa legal envolve o reconhecimento do governo interino e o controle sobre os recursos.

O episódio se desenha em meio a eleições contestadas, sanções e mudanças de liderança. O governo britânico não reconhece oficialmente Maduro, citando a necessidade de pressão para uma transição democrática. A ministra das Relações Exteriores, em rápida posição no Parlamento, manteve a linha de não reconhecer a administração de Maduro.

Situação legal e envolvimento internacional

Venezuela processa o Bank of England para reaver o ouro, argumentando uso para resposta à pandemia. A defesa aponta que o dinheiro é necessário para programas de assistência. A controvérsia seguiu até o período em que Juan Guaidó foi reconhecido como líder interino pela ONU e por vários países ocidentais, complicando a linha de atuação britânica.

A defesa britânica e o governo mantêm a neutralidade formal, destacando que decisões independentes sobre o ouro cabem ao Bank. A imprensa relata que o caso persiste sem resolução, mesmo com mudanças no reconhecimento político interno venezuelano.

Posições oficiais

Delcy Rodríguez, líder interina após a deposição de Maduro, já acusou o Bank of England de pirataria por não liberar as barras. Em 2020, envolvimento em episódio conhecido como Delcygate revelou tensões com autoridades espanholas. Hoje, Rodríguez sinaliza disposição para cooperação com os EUA, sem mudanças no status do ouro.

O porta-voz do Foreign Office afirmou que o Reino Unido não reconhece formalmente o governo venezuelano, ressaltando a importância de manter a pressão para uma transição democrática. O Bank of England não comentou o caso, mantendo a posição institucional.

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