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O que se sabe até agora sobre o incêndio em bar suíço que matou 40

Investigação aponta que o bar não recebia inspeção obrigatória desde 2019 e não possuía alarme de incêndio, levantando dúvidas sobre normas de segurança

A woman lights a candle at a makeshift memorial outside the "Le Constellation" bar, after a deadly fire and explosion during a New Year's Eve party, in the upscale ski resort of Crans-Montana in southwestern Switzerland, January 5, 2026.
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  • O bar Le Constellation, em Crans-Montana, na Suíça, pegou fogo no Ano Novo, deixando 40 mortos e dezenas de feridos de várias nacionalidades.
  • A prefeitura informou que não houve inspeção anual obrigatória desde 2019 e que o local não possuía alarme de incêndio, por não exigir para aquele tamanho.
  • A suspeita é de que velas cintilantes teriam incendiado o teto do porão, após testemunhas verem um funcionário com garrafas contendo as chamadas velas de fonte.
  • O teto do porão é coberto por material de isolamento acústico de espuma, considerado aceitável na última vistoria; a responsabilidade sobre essa avaliação está sob avaliação judicial.
  • Os dois proprietários franceses do bar estão sob investigação criminal por homicídio e lesões por negligência e por incêndio; se condenados por todos os crimes, a pena pode passar de cinco anos.

Swiss authorities informaram que o bar Le Constellation, no resort de Crans-Montana, pegou fogo na virada do ano, matando 40 pessoas e deixando 116 feridos. O incidente ocorreu no subterrâneo do estabelecimento, em uma área de esqui de alto padrão. O fogo mobilizou equipes de emergência locais e nacionais.

De acordo com a prefeitura, o bar não possuía alarme de incêndio, alegadamente por não ser exigido para um local desse porte. A investigação aponta que tecidos acústicos no teto do porão, coberto por espuma, contribuíram para a propagação chamas.

O prefeito Nicolas Feraud afirmou que o local tinha saídas em dois andares, com capacidade de até 100 pessoas por piso. Ainda não ficou claro se a saída do térreo estava operante. A apuração deverá confirmar números e funcionamento.

Entre as vítimas, 21 eram suíças, 7 francesas, 6 italianas e havia um nacional com dupla cidadania suíço-francesa e uma pessoa com ligação francês-britânico-israelense. Além disso, 26 jovens estavam entre os mortos. O total de feridos é de 116, com múltiplas nacionalidades.

A Justiça suíça investiga dois proprietários franceses do bar por homicídio e danos por negligência, bem como incêndio por negligência. Os investigadores não informaram se houve prisão ou medidas restritivas até o momento.

A possível responsabilização deve considerar se houve conhecimento prévio de risco sem medidas preventivas. A pena máxima combinada pode chegar a 4,5 anos, dependendo das acusações. Normalmente, não existem ações coletivas na Suíça.

Familiares de vítimas podem ingressar como assistentes no processo aberto pelo Ministério Público. A cidade de Crans-Montana busca participação no caso, ainda em tramitação. Não há confirmação de acordo financeiro ainda.

As autoridades suíças anunciaram medidas para reforçar a segurança contra incêndios. Cantões suspenderam planos de afrouxar regulações, Crans-Montana proibiu velas cintilantes em locais públicos, e um dia de luto nacional foi decretado para sexta-feira.

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