- A ONU afirmou, em coletiva, que a ação militar dos EUA na Venezuela “torna o mundo menos seguro”, segundo a porta-voz Ravina Shamdasani.
- Shamdasani rejeitou as justificativas norte-americanas para a invasão, citando o histórico de violações de direitos humanos no governo venezuelano.
- Ela disse que responsabilizar violações dos direitos humanos não pode ocorrer por intervenção militar unilateral que viola a lei internacional, e que a ação afeta a soberania venezuelana e a Carta das Nações Unidas.
- A intervenção é vista como violação do princípio de não usar força contra a integridade ou independência de outro Estado, afirmou a porta-voz.
- Em Caracas, o ex-presidente Nicolás Maduro e a mulher Cilia Flores foram sequestrados e levados para Nova York; nesta segunda-feira, Delcy Rodríguez tomou posse como presidente da Venezuela.
A Organização das Nações Unidas (ONU) afirmou nesta terça-feira que a ação militar dos Estados Unidos na Venezuela torna o mundo menos seguro. A declaração foi feita por Ravina Shamdasani, porta-voz do Alto Comissariado para os Direitos Humanos.
Shamdasani rejeitou as justificativas norte-americanas para a invasão, citando o histórico de violações de direitos humanos no governo venezuelano. A porta-voz disse que a responsabilização não pode ocorrer por meio de intervenção militar unilateral.
Ela ressaltou que a ação dos EUA viola o direito internacional, fere a soberania venezuelana e atinge a Carta das Nações Unidas, além de colocar em risco a arquitetura da segurança internacional. A intervenção, segundo a ONU, contraria o princípio de não usar a força contra a integridade territorial.
Segundo o relato, os Estados Unidos teriam invadido Caracas, capital venezuelana, no sábado, 3, e capturado o presidente Nicolás Maduro e a esposa, Cilia Flores, levando-os para Nova York. A versão não foi verificada de forma independente pela reportagem.
Nesta segunda-feira, 5, houve audiência de custódia na qual Maduro afirmou ser inocente das acusações apresentadas pelo governo de Donald Trump. A Venezuela não confirmou de forma independente os detalhes da operação.
A vice-presidente Delcy Rodríguez assumiu a presidência venezuelana nesta segunda, após a substituição de Maduro. O anúncio ocorreu no contexto de desdobramentos diplomáticos e judiciais vinculados à ação reportada.
Com informações da Reuters. Não há confirmação oficial de outras autoridades sobre os eventos descritos. Este texto busca apresentar os fatos conforme o material disponível.
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