- Maria Corina Machado, líder da oposição na Venezuela, afirmou que pretende retornar ao país o quanto antes e busca eleições livres.
- Ela disse ter vencido a eleição de 2024 por larga vantagem sob condições fraudulentas e que, em eleições justas, obteria mais de 90% dos votos.
- Machado elogiou Donald Trump e dedicou o Prêmio Nobel a ele; afirmou que a transição deve avançar.
- Não revelou onde ficará ao retornar e continua sendo procurada para prisão; simpatizantes do Partido Socialista permanecem no poder.
- O governo venezuelano, com Delcy Rodríguez como líder interina, segue cauteloso; Trump recebeu informações da CIA sobre a fidelidade de Rodríguez a Maduro.
Maria Corina Machado, líder da oposição na Venezuela, elogiou o ex-presidente dos EUA Donald Trump por derrubar Nicolás Maduro e afirmou que o movimento oposicionista está preparado para vencer uma eleição livre. A advogada, de 58 anos, disse à Fox News que planeja retornar à Venezuela o quanto antes.
Machado informou estar disposta a retornar ao país, embora não tenha detalhado o local de origem nem as condições de repatriação. Ela também afirmou que a transição política deve avançar e que, em eleições livres, acredita ter ampla maioria.
A entrevista ocorreu após a captura de Maduro, anunciada no último fim de semana. Ela não revelou onde está ou se já tem planos de retorno, citando apenas a vontade de voltar ao território venezuelano.
Contexto político
O governo venezuelano continua sob o controle de leais ao Partido Socialista. A oposição, desmoralizada em anos recentes, acusa fraude em eleições de 2024 que teriam desempoderado Machado, segundo relatos de observadores internacionais. O governo de Maduro foi alvo de críticas e sanções internacionais.
Trump tem sinalizado ceticismo quanto ao apoio direto a Machado, mantendo a promessa de medidas condicionadas à melhoria da situação no país. Fontes indicam que o governo interino de Delcy Rodríguez recebe cautela diplomática e busca cooperação com Washington, sem confirmar apoio explícito.
Machado elogiou, ainda, ações consideradas decisivas para a derrubada de Maduro, atribuindo ao ex-gestor norte-americano a responsabilidade pela mudança. Ela descreveu Rodríguez como aliada de regimes que, segundo a oposição, não inspiram confiança para investidores.
Cenário atual
Pouco antes, autoridades venezuelanas ordenaram a prisão de indivíduos vinculados à operação de captura de Maduro e reforçaram a repressão a veículos de imprensa, com a detenção de trabalhadores que cobríamos os desdobramentos em Caracas. O Ministério das Comunicações informou que não houve conflito generalizado.
Maduro, de 63 anos, se declarou inocente de acusações de narcotráfico em uma audiência em Nova York e manteve-se no cargo durante o processo. Ele e a esposa, Cilia Flores, também acusada, devem retornar ao tribunal em março.
A Venezuela detém grandes reservas de petróleo, mas o setor enfrenta declínio histórico. Analistas apontam que as perspectivas de recuperação dependem de reformas econômicas, estabilidade política e retomada de investimentos internacionais.
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