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Petro reage a Trump em meio a tensões na América Latina

Tensão entre Colômbia e Estados Unidos se agrava após Petro chamar Trump de “cérebro senil”, em meio a atritos sobre segurança, comércio e crise venezuelana

Gustavo Petro e Donald Trump. Fotos: Luis Acosta e Jim Watson/AFP
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  • O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, chamou Donald Trump de “cérebro senil” nesta terça-feira, 6.
  • A resposta ocorre em meio à tensão entre Washington e Bogotá, agravada após ações dos EUA contra a Venezuela e o sequestro de Nicolás Maduro.
  • Trump chamou Petro de “homem doente” que gosta de fabricar cocaína e vendê-la aos Estados Unidos, acrescentando que não fará isso por muito mais tempo.
  • Petro acusou Trump de chamá-lo de foragido do narcotráfico e disse que o presidente norte-americano não o entende, pois não aceita que os libertários sejam vistos como aliados.
  • Historicamente aliados, os dois países vêm, desde o início do segundo mandato de Trump, trocando críticas sobre segurança regional, tarifas e imigração.

O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, chamou o presidente dos EUA, Donald Trump, de cérebro senil. A afirmação ocorreu nesta terça-feira e faz parte da escalada diplomática entre Washington e Bogotá.

Trump havia dito, em resposta a pressões regionais, que Petro deveria cuidar de seu traseiro e o descreveu como alguém ligado a drogas. A linguagem utilizada intensifica a tensão entre os dois governos.

Petro respondeu pelo X afirmando que o rótulo de foragido do narcotráfico evidencia o que considera um raciocínio deteriorado por parte de Trump. O presidente colombiano acusou Washington de não priorizar recursos energéticos de interesse dos EUA.

A tensão entre os dois países se soma a atritos anteriores, incluindo a agressão norte-americana à Venezuela e o sequestro de Nicolás Maduro, ocorridos nos últimos meses. As cobranças centraram-se em segurança regional e políticas de imigração.

Histórico de cooperação entre ambos os governos remonta ao Plano Colômbia, implementado em 1999. Desde o início do segundo mandato de Trump, as relações passaram a registrar críticas mútuas sobre temas de combate ao crime, comércio e cooperação militar.

A deterioração reflete mudanças periféricas na política externa dos EUA para a região, com interlocutores locais reforçando a necessidade de diálogo e de manter canais de comunicação abertos, mesmo diante de discordâncias públicas.

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