- Funcionários do Musée du Louvre entraram em greve novamente, citando más condições de trabalho e infraestrutura e pedindo a rejeição do projeto de nova entrada avaliado em €666 milhões.
- O museu fechou na segunda-feira pela manhã e reabriu parcialmente ao meio-dia; o acesso ocorreu por uma entrada lateral, enquanto algumas obras icônicas permaneceram visíveis.
- Trezentos e cinquenta trabalhadores, inclusive curadores, votaram pela greve, segundo sindicatos; a CFDT destacou o alto nível de tensão no museu.
- As negociações com o Ministério da Cultura devem seguir na manhã de amanhã, com foco na manutenção de empregos e salários, mas permanece a sensação de ruptura de confiança com a diretora Laurence des Cars.
- Os sindicatos pedem que des Cars concentre-se em obras técnicas urgentes para conservar o acervo; o orçamento de 2026 reserva € cem milhões para estudos preliminares e € quinze milhões para manutenção técnica, incluindo € 1,8 milhão para a segurança das obras.
Staff do Museu do Louvre participaram ontem de uma nova paralisação, reivindicando melhoria de condições de trabalho e infraestrutura. A ação levou o museu a fechar na manhã de segunda-feira e a reabrir parcialmente ao meio-dia.
Segundo as informações do sindicato, 350 trabalhadores, entre eles curadores, votaram unicamente pela greve. Representantes apontam alto nível de tensão no museu nacional, com relatos de ruptura de confiança entre a direção e o quadro.
Durante a paralisação, obras icônicas como a Mona Lisa, a Vênus de Milo e a Vitória de Samotrácia permaneceram acessíveis, enquanto as demais galerias ficaram fechadas. Visitantes entraram por uma entrada lateral junto ao Sena.
O protesto ocorreu em meio a críticas ao projeto de uma nova entrada e a um complexo subterrâneo relacionado à Mona Lisa. Os sindicatos pedem que a diretora Laurence Des Cars abandone o projeto, considerado por eles “irrealista”.
Às vésperas de novas negociações, marcadas para amanhã, o museu segue de portas fechadas às terças. A pauta envolve manutenção de empregos e salários, mas o principal impasse é a confiança entre funcionários e a diretora, segundo o CFDT.
Os sindicatos destacam que, no orçamento de 2026, apenas €15 milhões seriam destinados a manutenção técnica, frente a €100 milhões reservados para estudos preliminares do projeto. Metade dessas verbas inclui recursos para a segurança das obras.
A paralisação recente sucede a uma greve de três dias antes do Natal e ao furto de joias no museu em outubro, ainda não recuperadas. Investigações apontam degradamento acelerado da infraestrutura por atrasos na manutenção.
Investigação e próximos passos
Parlamentares anunciaram abertura de uma nova investigação sobre a segurança de museus, ainda nesta semana. O objetivo é esclarecer falhas de gestão e pressionar mudanças na direção do Louvre, segundo fontes oficiais.
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