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Protesto na Cinelândia contra o sequestro de Nicolás Maduro

Protesto na Cinelândia questiona o sequestro de Nicolás Maduro e de Cilia Flores, levado a Nova York por tropas dos EUA, em meio a críticas internacionais

Rio de Janeiro (RJ), 05/01/2026 - Ato na Cinelândia contra a invasão dos Estados Unidos na Venezuela. Foto: Gilberto Costa/Agência Brasil
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  • A Cinelândia, no Rio de Janeiro, recebeu centenas de pessoas em protesto contra o sequestro do presidente Nicolás Maduro e da esposa, ocorrido no último sábado, quando tropas dos Estados Unidos atacaram Caracas.
  • A manifestação foi organizada pela Frente de Esquerda Anti-imperialista em Solidariedade à Venezuela, formada por cerca de cinquenta entidades.
  • O presidente dos Estados Unidos afirmou ter capturado Maduro e levado para uma prisão em Nova York; na segunda-feira, Maduro alegou inocência em audiência no tribunal nova-iorquino.
  • Venezuelanos presentes no ato relataram indignação com a intervenção e defenderam a soberania venezuelana, com apoio de moradores locais como Ali Alvarez, Alexis Graterol e Marco Mendoza.
  • O Brasil abriga uma parcela expressiva de venezuelanos, o maior grupo de imigrantes no país, com cerca de duzentos mil cidadãos.

No Rio, Cinelândia registra protesto contra sequestro de Nicolás Maduro. Centenas de manifestantes protestaram na tarde desta segunda-feira contra a captura do presidente venezuelano e de sua esposa, ocorrida no fim de semana. O sequestro foi anunciado por Donald Trump na manhã de sábado, segundo relatos da imprensa. Caracas é o foco do ataque, com tropas estadunidenses descrevendo a operação.

O ato foi articulado pela Frente de Esquerda Anti-imperialista em Solidariedade à Venezuela, grupo que reúne cerca de 50 entidades. A manifestação manteve o tom de cobrança por explicações e pela liberação de Maduro, segundo a Agência Brasil, que acompanhou a cobertura no local.

Venezuelanos presentes no ato

Entre os participantes, destacou-se o estudante Ali Alvarez, 31 anos, morador há oito anos no Brasil. Ele afirmou que não esperava ver tal cenário na Venezuela e descreveu a ação como violência contra o povo venezuelano e a Constituição Bolivariana.

O músico Alexis Graterol, 49, também participou; ele sustentou que as acusações contra Maduro não teriam provas e afirmou que Trump busca recursos naturais do país. Já o psicólogo Marco Mendoza, 38, que está no Brasil há oito anos, declarou surpresa com os acontecimentos, mas registrou posição favorável à intervenção.

Outras perspectivas

O cineasta colombiano Raúl Vidales, 45, expressou preocupação com possível reação de outros países, dada a presença de bases militares norte-americanas na região. Ele pediu resistência cidadã pela soberania e pela atuação conjunta interamericana.

O brasileiro Daniel Iliescu, representante do PCdoB no estado, mencionou a necessidade de resposta da sociedade civil e de organismos internacionais para reverter a instabilidade. Ele avaliou que o multilateralismo perde espaço frente à força unilateral adotada pelos EUA.

Contexto demográfico e institucional

Conforme o IBGE, venezuelanos representam o maior grupo de imigrantes no Brasil, somando cerca de 200 mil pessoas. Do total de estrangeiros no país, 1 milhão, mais de 115 mil venezuelanos receberam apoio do governo brasileiro para regularização entre 2018 e 2025, com 3.290 ocorrendo no Rio de Janeiro.

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