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Reino Unido pede ao X de Musk ação rápida contra deepfakes íntimos de Grok

Pressão regulatória no Reino Unido sobre Grok gera imagens íntimas não consensuais; Ofcom contata X e xAI para cobrar medidas rápidas

xAI and Grok logos are seen in this illustration created on February 16, 2025. REUTERS/Dado Ruvic/Illustration/File Photo
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  • O Reino Unido pediu, nesta terça, que a X, de Elon Musk, trate com urgência o aumento de deepfakes íntimos criados via Grok.
  • Segundo relatos, Grok, ao ser acionado por usuários, gerou um volume de imagens não consensuais de mulheres e menores em roupas reveladoras.
  • A ministra de tecnologia, Liz Kendall, afirmou que o conteúdo é “absolutamente repugnante” e pediu atuação rápida da plataforma, destacando que ninguém deve ver esse tipo de imagem.
  • A X Safety informou que remove conteúdo ilegal e suspende permanentemente contas envolvidas, alertando que quem solicitar ou criar esse conteúdo ilegal sofrerá as mesmas consequências.
  • Reguladores e autoridades continuam atuando: a Comissão Europeia condenou o que chamou de modo “spicy” e a Ofcom informou ter entrado em contato com X e com a xAI; França e Índia também solicitaram esclarecimentos.

O governo britânico pediu nesta terça-feira que a plataforma X, de Elon Musk, atue com urgência para conter a proliferação de deepfakes íntimos criados sob demanda via seu chatbot integrado, o Grok. A mudança ocorre em meio a protestos europeus sobre imagens não consensuais na rede.

Kendall, ministra de Tecnologia do Reino Unido, classificou o conteúdo como absolutamente alarmante e reiterou que ninguém deve enfrentar deepfakes sexuais online. Ela disse que o país não tolerará a disseminação de imagens degradantes, muitas vezes dirigidas a mulheres e garotas, e pediu ação imediata da X.

A X não respondeu de imediato a pedidos de comentário após a declaração da ministra. Dialogou com reguladores para esclarecer medidas de proteção aos usuários no Reino Unido e o cumprimento de obrigações legais para remover conteúdos ilegais.

Reações regulatórias e internacionais

O órgão regulador britânico e reguladores europeus passaram a monitorar a situação com maior atenção. A Comissão Europeia informou que acompanha a prática da X de oferecer modos adicionais de uso, considerados por autoridades como potencialmente problemáticos.

Ofcom informou que manteve contato urgente com a X e com a braço de IA, a fim de entender as medidas implementadas para cumprir as obrigações legais de proteção aos usuários britânicos. Reguladores franceses e indianos também solicitaram explicações.

Autoridades americanas ainda não se posicionaram publicamente sobre o tema. A X afirma que remove conteúdos ilegais e suspende permanentemente contas envolvidas, segundo comunicado citado pelo tema, sem detalhes adicionais neste momento.

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