- A reunião extraordinária do Conselho Permanente da OEA mostrou uma divisão entre países sobre a intervenção militar dos Estados Unidos na Venezuela e o sequestro de Maduro e da primeira dama.
- Argentina, Equador, Paraguai e El Salvador, alinhados aos EUA, defenderam a intervenção em Caracas.
- Brasil, Chile, Colômbia, México e Honduras foram contrários, defendendo soberania e soluções diplomáticas e multilaterais.
- A Venezuela, mesmo sendo membro da OEA, não teve manifestação oficial na reunião, mantendo-se sem participação recente nas deliberações da organização.
- O secretário-geral da OEA, Albert Ramdin, não comentou a ação estadunidense e destacou a importância do direito internacional e da transição democrática na Venezuela.
A reunião extraordinária do Conselho Permanente da OEA, realizada nesta terça-feira, 6, tratou da ação militar dos EUA na Venezuela e do sequestro do presidente Nicolás Maduro e da primeira-dama Cilia Flores. O encontro evidenciou a polarização na região, sem negociações formais, documentos publicados ou decisões tomadas.
Membros da OEA e observadores apenas fizeram manifestações individuais; não houve deliberações oficiais nem encaminhamentos. O clima foi de cobrança de posições, com foco em soberania e direito internacional.
Posições no debate
Governos alinhados aos EUA defenderam a intervenção na Venezuela. Entre eles, Argentina, Equador, Paraguai e El Salvador defenderam ações contra o que chamaram de narcoterrorismo e elogiaram medidas adotadas pelo governo americano, segundo relatos de diplomatas.
Repercussões e contrapontos
Brasil, Chile, Colômbia, México e Honduras contornaram a linha de apoio aos EUA, rejeitando o uso de força e defendendo soluções diplomáticas e multilaterais para a crise venezuelana, com ênfase na preservação da soberania.
Venezuela sem voz oficial
Apesar de membro da OEA, a Venezuela não apresentou manifestação formal na reunião, diferentemente do que ocorreu na ONU na véspera. A relação entre a Venezuela e a OEA tem sido conflituosa nos últimos anos.
Declarações oficiais na OEA
O secretário-geral Albert Ramdin evitou comentar diretamente a intervenção; enfatizou a importância do multilateralismo e pediu respeito ao direito internacional, à soberania e à ordem constitucional, além de defender uma transição democrática na Venezuela.
Balanço da semana na região
A reunião também destacou a disputa entre EUA e China pela influência na região. O representante dos EUA criticou a China por suposto interesse em controlar recursos venezuelanos, enquanto Pequim negou as acusações, afirmando cooperação entre Estados soberanos.
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