- A Rússia saudou a nomeação de Delcy Rodríguez como presidente interina da Venezuela, chamando-a de passo para paz e estabilidade frente a supostas ameaças neocoloniais e agressão externa.
- O Ministério russo das Relações Exteriores afirmou que a Venezuela deve ter o direito de determinar seu próprio destino sem interferência externa destrutiva, sem mencionar os EUA nominalmente.
- No fim de semana, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, enviou forças especiais para capturar Nicolás Maduro e trazê-lo aos EUA, onde ele enfrenta acusações de narcóticos.
- Um alto funcionário russo disse à Reuters que, se Trump reivindica a Doutrina Monroe, a Rússia também tem direito à sua esfera de influência na região.
- Putin busca melhorar relações com os EUA e encerrar o conflito na Ucrânia, mas ainda não comentou sobre a remoção de Maduro.
Russia apoia posse de interina na Venezuela e encara “ameaças neocoloniais”
A Rússia reagiu nesta terça-feira à nomeação de Delcy Rodríguez como presidente interina da Venezuela, classificando a medida como passo para a paz e estabilidade diante de supostas ameaças neocoloniais e agressão estrangeira. O Ministério das Relações Exteriores russo afirmou que a Venezuela deve definir seu destino sem interferência externa.
O serviço diplomático brasileiro de Moscou reiterou que Moscou continuará prestando apoio necessário para a soberania venezuelana, sem mencionar diretamente os Estados Unidos. A declaração reforçou a solidariedade russa ao povo e ao governo venezuelano.
Trump e ações militares
No fim de semana, o governo dos Estados Unidos informou ter enviado forças especiais para capturar Nicolás Maduro e levá-lo aos EUA, onde enfrenta acusações de narcoterrorismo. Washington sustenta que Maduro continua a liderar legitimamente o país, segundo seus argumentos jurídicos.
Especialistas destacam que Maduro foi retirado da vida política de países próximos à Rússia nos últimos 12 meses, após a destituição de Bashar al Assad na Síria em 2024. A Rússia vê nessa sequência um redesenho de alianças regionais.
Diálogo com Biden e posição de Putin
Um interlocutor russo afirmou que, se a doutrina Monroe volta a ser defendida pelos EUA, Moscou também reivindica espaço de influência na região. O Kremlin mantém contatos com a administração de Joe Biden para tratar de conflitos na Ucrânia, segundo fontes próximas.
Putin tem adotado postura de evitar críticas diretas a Trump desde seu retorno ao poder. O chefe do Kremlin tem buscado manter relações bilaterais estáveis e ampliar laços econômicos com a Rússia, sem comentar publicamente a remoção de Maduro.
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