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Rússia rejeita ameaças neocoloniais à Venezuela e apoia novo líder interino

Rússia elogia nomeação de Delcy Rodríguez como presidente interino da Venezuela, prometendo apoio e defesa da soberania diante de supostas ameaças neocoloniais

Vice President Delcy Rodriguez attends her swearing-in ceremony as Venezuela’s interim president at the National Assembly, after the U.S. launched a strike on the country and captured President Nicolas Maduro and his wife Cilia Flores, in Caracas, Venezuela, January 5, 2026. REUTERS/Leonardo Fernandez Viloria
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  • A Rússia saudou a nomeação de Delcy Rodríguez como presidente interina da Venezuela, chamando-a de passo para paz e estabilidade frente a supostas ameaças neocoloniais e agressão externa.
  • O Ministério russo das Relações Exteriores afirmou que a Venezuela deve ter o direito de determinar seu próprio destino sem interferência externa destrutiva, sem mencionar os EUA nominalmente.
  • No fim de semana, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, enviou forças especiais para capturar Nicolás Maduro e trazê-lo aos EUA, onde ele enfrenta acusações de narcóticos.
  • Um alto funcionário russo disse à Reuters que, se Trump reivindica a Doutrina Monroe, a Rússia também tem direito à sua esfera de influência na região.
  • Putin busca melhorar relações com os EUA e encerrar o conflito na Ucrânia, mas ainda não comentou sobre a remoção de Maduro.

Russia apoia posse de interina na Venezuela e encara “ameaças neocoloniais”

A Rússia reagiu nesta terça-feira à nomeação de Delcy Rodríguez como presidente interina da Venezuela, classificando a medida como passo para a paz e estabilidade diante de supostas ameaças neocoloniais e agressão estrangeira. O Ministério das Relações Exteriores russo afirmou que a Venezuela deve definir seu destino sem interferência externa.

O serviço diplomático brasileiro de Moscou reiterou que Moscou continuará prestando apoio necessário para a soberania venezuelana, sem mencionar diretamente os Estados Unidos. A declaração reforçou a solidariedade russa ao povo e ao governo venezuelano.

Trump e ações militares

No fim de semana, o governo dos Estados Unidos informou ter enviado forças especiais para capturar Nicolás Maduro e levá-lo aos EUA, onde enfrenta acusações de narcoterrorismo. Washington sustenta que Maduro continua a liderar legitimamente o país, segundo seus argumentos jurídicos.

Especialistas destacam que Maduro foi retirado da vida política de países próximos à Rússia nos últimos 12 meses, após a destituição de Bashar al Assad na Síria em 2024. A Rússia vê nessa sequência um redesenho de alianças regionais.

Diálogo com Biden e posição de Putin

Um interlocutor russo afirmou que, se a doutrina Monroe volta a ser defendida pelos EUA, Moscou também reivindica espaço de influência na região. O Kremlin mantém contatos com a administração de Joe Biden para tratar de conflitos na Ucrânia, segundo fontes próximas.

Putin tem adotado postura de evitar críticas diretas a Trump desde seu retorno ao poder. O chefe do Kremlin tem buscado manter relações bilaterais estáveis e ampliar laços econômicos com a Rússia, sem comentar publicamente a remoção de Maduro.

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