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Sánchez diz que EUA querem explorar recursos da Venezuela, criando precedente

Sanchez afirma que os Estados Unidos criaram precedente perigoso ao buscar mudança de governo na Venezuela e apropriação de recursos naturais, violando a lei internacional

Spain's Prime Minister Pedro Sanchez arrives at a European Union leaders' summit in Brussels, Belgium, December 18, 2025. REUTERS/Yves Herman
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  • O primeiro‑ministro espanhol Pedro Sánchez afirmou que os EUA criaram um precedente “terrível e muito perigoso” na Venezuela, com o objetivo de mudanças de governo e de apropriação de recursos energéticos.
  • Sánchez disse que a Espanha nunca reconheceu Maduro, por considerar a eleição ilegítima.
  • Segundo ele, não é possível reconhecer a legitimidade de uma ação militar claramente ilegal, cuja única finalidade seria mudar o governo de outro país para tomar seus recursos naturais.
  • As declarações foram feitas em Paris, durante uma coletiva a repórteres.
  • O texto também menciona acusações de Donald Trump contra Maduro, que nega as acusações; autoridades em Caracas exigem a libertação de Maduro.

O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, afirmou nesta terça-feira, em Paris, que os Estados Unidos estabeleceram um precedente “terrível e muito perigoso” na Venezuela. Segundo ele, o objetivo de Washington seria apenas promover a mudança de governo e apropriar recursos energéticos.

Sánchez declarou ainda que a Espanha nunca reconheceu o governo de Nicolás Maduro, devido à quebra de regras, à legitimidade questionável da eleição e ao risco de ações militares ilegais que visem tomar o poder e os recursos do país.

A fala de Sánchez ocorreu em meio a episódios diplomáticos envolvendo a Venezuela e a política externa dos EUA, com foco na legitimidade de ações externas em relação a Caracas.

Reações e desdobramentos

O ex-presidente americano Donald Trump afirmou que Maduro estaria por trás de operações ilícitas envolvendo drogas destinadas aos EUA, e que o líder venezuelano estaria no poder de forma ilegítima por suposta fraude eleitoral.

Maduro nega as acusações e representantes de Caracas exigem a libertação do governante, destacando reivindicações sobre o processo eleitoral e a legitimidade de seu governo.

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