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Stephen Miller aumenta ameaças de Trump para tomar Groenlândia

Assessor de Trump afirma que EUA não precisariam de intervenção militar para tomar Groenlândia, aumentando a tensão com a Dinamarca

Senior aide Stephen Miller’s comments follow the removal of Venezuela’s president, Nicolás Maduro.
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  • Stephen Miller, assessor-chefe de política de Donald Trump, questionou a legitimidade da reivindicação da Dinamarca sobre a Groenlândia e disse que o território poderia ser “tomado” sem intervenção militar, devido à pequena população.
  • Miller afirmou que não seria necessária ação militar para os EUA assumirem o controle da Groenlândia, citando a população como 30.000, quando o dado real é de cerca de 57.000 habitantes.
  • Os comentários ocorrem em meio a tensões entre EUA, Dinamarca e Groenlândia após novos apelos de Trump para tomar a Groenlândia, após a remoção de Nicolás Maduro na Venezuela.
  • O comitê de política externa do parlamento dinamarquês convocou uma sessão extraordinária com a presença do ministro das Relações Exteriores e do ministro da defesa para discutir a relação com os EUA.
  • Líderes dinamarqueses e groenlandeses reagiram: a primeira-ministra dinamarquesa disse que ataque a um aliado da OTAN provocaria o fim da aliança; o premiê groenlandês pediu que Trump abandone fantasias de anexação.

O discurso de Stephen Miller, principal assessor de Trump para a política, intensificou a pressão sobre a Dinamarca ao questionar a legitimidade da soberania de Copenhagen sobre a Groenlândia. Em entrevista à CNN, ele disse que intervenções militares não seriam necessárias para obter o controle sobre o território ártico, por considerar que a Groenlândia tem uma população pequena.

Miller também colocou em dúvida o direito dinamarques a sobre a Groenlândia, ressaltando que a antiga colônia ainda faz parte do reino. Além disso, defendeu que a Groenlândia poderia integrar a aliança norte-americana para proteger interesses da OTAN, sinalizando um possível repensar de alianças em função do Ártico.

Atenção internacional e respostas oficiais

A tensão aumentou após o comentário de Trump de que precisaria da Groenlândia, seguido por críticas de Oslo, Copenhague e do governo groenlandês. O parlamento dinamarquês convocou uma sessão extraordinária para discutir a relação com os EUA, com a presença do ministro de Relações Exteriores e do ministro da Defesa.

Dinamarca e Groenlândia reagiram com firmeza

A primeira-ministra dinamarquesa advertiu que atacar um aliado da OTAN comprometeria toda a aliança, enquanto o premiê groenlandês pediu que não se subestime o tema e pediu afastamento de fortalezas de retórica. O governo groenlandês fortemente rejeitou qualquer ideia de anexação.

Contexto histórico e cenário atual

A Groenlândia tem sido alvo de debates sobre independência, com histórico de marcos coloniais dinamarqueses e presença militar dos EUA em Pituffik desde a Guerra Fria. Em março, a Groenlândia formou uma coalizão de quatro partidos, destacando uma posição de defesa nacional.

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