- Países do Sudeste Asiático condenaram a operação dos EUA para capturar o presidente Nicolás Maduro e a esposa na Venezuela, afirmando que viola o direito internacional.
- Malaysia, liderada pelo primeiro-ministro Anwar Ibrahim, pediu a libertação imediata de Maduro e criticou o precedente perigoso.
- Singapura e Indonésia expressaram preocupação grave com as ações e enfatizaram a importância do respeito ao direito internacional.
- Vietnã também solicitou respeito à soberania e ao direito internacional, com tom implícito de crítica às intervenções unilaterais.
- Tailândia e Filipinas emitiram posições de preocupação moderada, destacando a importância da lei internacional e da não intervenção nos assuntos internos de estados soberanos.
A região da ASEAN manifestou preocupação com a operação dos EUA que tentou capturar o presidente Nicolás Maduro e a primeira-dama, Cilia Flores, na Venezuela durante o fim de semana. Países do Sudeste Asiático destacaram respeito ao direito internacional e à soberania, sem apoiar ações extrajudiciais contra governantes de outros estados. A reação veio em meio ao receio de interferência de grandes potências.
Vários governos expressaram ressalvas de forma contida. A Malásia, liderada pelo primeiro-ministro Anwar Ibrahim, pediu a libertação imediata de Maduro e disse que a remoção forçada de um chefe de governo estabelece um precedente perigoso. Cautela também foi adotada por Singapura e Indonésia, que falaram em preocupação grave com o precedente internacional.
Reações regionais
A Vietnã e a Indonésia enfatizaram o respeito ao direito internacional e à soberania nacional, destacando a necessidade de evitar ações que possam desestabilizar a ordem internacional. Tailândia e Filipinas, aliadas dos EUA, apresentaram posicionamentos equilibrados, ressaltando a importância do cumprimento de normas internacionais e da não interferência.
O tom na região reflete uma tradição de não intervenção entre estados e uma cautela histórica quanto a interferências externas. O foco continua sendo a manutenção de acordos multilaterais e a cooperação regional para evitar crises que possam comprometer a estabilidade econômica e política da região.
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