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Sudeste Asiático critica a captura de Maduro

Sudeste Asiático protesta contra a operação dos EUA na Venezuela, destacando risco de precedente de interferência e fragilidade do direito internacional

Malaysian Prime Minister Anwar Ibrahim delivers remarks during the closing ceremony of the Association of Southeast Asian Nations summit in Kuala Lumpur, Malaysia, on Oct. 28, 2025.
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  • Países do Sudeste Asiático condenaram a operação dos EUA para capturar o presidente Nicolás Maduro e a esposa na Venezuela, afirmando que viola o direito internacional.
  • Malaysia, liderada pelo primeiro-ministro Anwar Ibrahim, pediu a libertação imediata de Maduro e criticou o precedente perigoso.
  • Singapura e Indonésia expressaram preocupação grave com as ações e enfatizaram a importância do respeito ao direito internacional.
  • Vietnã também solicitou respeito à soberania e ao direito internacional, com tom implícito de crítica às intervenções unilaterais.
  • Tailândia e Filipinas emitiram posições de preocupação moderada, destacando a importância da lei internacional e da não intervenção nos assuntos internos de estados soberanos.

A região da ASEAN manifestou preocupação com a operação dos EUA que tentou capturar o presidente Nicolás Maduro e a primeira-dama, Cilia Flores, na Venezuela durante o fim de semana. Países do Sudeste Asiático destacaram respeito ao direito internacional e à soberania, sem apoiar ações extrajudiciais contra governantes de outros estados. A reação veio em meio ao receio de interferência de grandes potências.

Vários governos expressaram ressalvas de forma contida. A Malásia, liderada pelo primeiro-ministro Anwar Ibrahim, pediu a libertação imediata de Maduro e disse que a remoção forçada de um chefe de governo estabelece um precedente perigoso. Cautela também foi adotada por Singapura e Indonésia, que falaram em preocupação grave com o precedente internacional.

Reações regionais

A Vietnã e a Indonésia enfatizaram o respeito ao direito internacional e à soberania nacional, destacando a necessidade de evitar ações que possam desestabilizar a ordem internacional. Tailândia e Filipinas, aliadas dos EUA, apresentaram posicionamentos equilibrados, ressaltando a importância do cumprimento de normas internacionais e da não interferência.

O tom na região reflete uma tradição de não intervenção entre estados e uma cautela histórica quanto a interferências externas. O foco continua sendo a manutenção de acordos multilaterais e a cooperação regional para evitar crises que possam comprometer a estabilidade econômica e política da região.

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