- Após a ação militar de sábado que resultou no sequestro de Nicolás Maduro, havia expectativa de que os EUA reconhecessem uma figura da oposição, como Maria Corina Machado, como a nova presidente da Venezuela.
- O governo norte-americano não colocou grandes empecilhos à posse de Delcy Rodríguez, ex-vice de Maduro.
- O analista Rafael Ioris afirma que o pragmatismo de Donald Trump favorece manter o chavismo mesmo enfraquecido para evitar um vácuo de poder.
- Segundo ele, um vácuo de poder poderia motivar uma nova Guerra do Iraque e uma ocupação militar prolongada.
- A continuidade do chavismo, na visão de Ioris, ajudaria a evitar queda da popularidade de Trump.
Depois de uma ação militar no fim de semana que resultou no que foi descrito como captura de Nicolás Maduro, a situação política na Venezuela ganhou tomada de decisão norte-americana. O governo dos EUA não sinalizou grandes obstáculos à posse de Delcy Rodríguez, antiga vice de Maduro.
Analistas atentos destacam o papel do pragmatismo na abordagem de Washington. Rafael Ioris, professor de história latino-americana da Universidade de Denver, comenta sobre o alcance de um possível vácuo de poder e suas consequências na popularidade de Donald Trump.
Para o especialista, o presidente americano prefere evitar uma crise prolongada que leve a uma nova intervenção militar, como ocorreu no Iraque. O objetivo seria conter instabilidade sem ampliar o desgaste político de sua gestão.
Ioris aponta que a continuidade do chavismo, mesmo enfraquecido, seria preferível aos riscos de uma ocupação militar extensa. Assim, manter um governo anfitrião reduz a chance de conflito aberto e de custos políticos para Washington.
A análise ressalta também o papel de possíveis nomes da oposição, como Maria Corina Machado, na leitura de cenários. No entanto, não houve indicação de mudança abrupta de alinhamento por parte dos EUA.
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