- O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que não haverá eleições em Venezuela nos próximos trinta dias, conforme prevê a legislação em caso de substituição forçada do chefe de Estado.
- A gestão do país ficará sob tutela dos EUA por cerca de dezoito meses, com Delcy Rodríguez atuando como presidenta interina; Trump disse que será ele o responsável máximo.
- Um grupo de quatro assessores de segurança nacional supervisionará a operação: secretário de Estado, chefe do Pentágono, chefe adjunto de Gabinete e o vice-presidente. A prioridade é reconstruir o setor petrolífero venezuelano.
- Trump negou que a oposição liderada por Maria Corina Machado vá ocupar o governo e afirmou que não houve acordo com o regime para destituir Maduro; a operação foi conduzida sem apoio de potenciais aliados próximos a Maduro.
- O presidente afirmou que pode haver novos arranjos militares se necessário, mas que, no momento, não vê necessidade de outra intervenção; também ressaltou suposto apoio do Congresso aos planos.
Donald Trump afirmou que não haverá eleições em Venezuela nos próximos 30 dias, conforme prevê a legislação para situações de substituição forçada do chefe de Estado. Em vez disso, a gestão do país ficará a cargo da administração norte-americana, que planeja reconstruir o setor petrolífero em cerca de 18 meses.
O anúncio foi feito em entrevista à NBC, dois dias após a operação que prendeu Nicolás Maduro e a primeira-dama Cilia Flores, na base militar de Caracas. Na mesma ocasião, o chavismo comparecia a um tribunal federal em Nova York por acusações de narcotráfico e posse de armamento.
Novo governo e tutela dos EUA
Washington já reconheceu Delcy Rodríguez como presidenta interina, descartando eleições próximas. Trump afirmou que é necessário estabilizar o país antes de qualquer pleito, ressaltando que a prioridade é devolver a saúde ao país.
Segundo o presidente, uma equipe de segurança nacional coordenará a gestão venezuelana, sob a supervisão de quatro altos cargos de confiança: o secretário de Estado, o chefe do Pentágono, o chefe adjunto de Gabinete para política interna e o vice-presidente. Trump enfatizou que a decisão final é dele.
A operação contra Maduro ocorreu sem o envolvimento direto do círculo próximo ao líder chavista, conforme relatos do presidente dos EUA. Questionado sobre possíveis acordos com membros da órbita de Maduro, Trump indicou que houve conversas, mas que o desfecho foi definido de outra forma.
Perspectivas e custos
A prioridade anunciada é a restauração do setor petrolífero, motor da economia venezuelana, que abriga reservas estimadas em 300 bilhões de barris. O cronograma apresentado prevê investimentos bilionários, com participação de firmas americanas e apoio governamental.
Trump afirmou que o processo pode exigir um desembolso significativo, ainda que maior parte seja coberta pelas próprias empresas petrolíferas e por apoio governamental dos EUA. A meta é recuperar rapidamente a produção, com supervisão de especialistas.
O presidente indicou que o regime atual não permanece, e que o objetivo é estabilizar a economia para possibilitar futuras decisões políticas. Em meio a críticas, ele sustenta apoio popular entre seus seguidores, sem mencionar o Congresso de forma detalhada.
Fontes próximas ao tema indicam que autoridades dos EUA discutem novas sondagens e avaliações sobre o papel da oposição venezuelana. O governo norte-americano continua a defender que Maduro não detém legitimidade e que a operação visa restaurar a ordem institucional e econômica do país.
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