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Trump afirma que ataque à Venezuela deixou muitos mortos

Trump afirma que o ataque à Venezuela deixou muitos mortos do outro lado, incluindo muitos cubanos, após a captura de Maduro e da primeira-dama

U.S. President Donald Trump addresses House Republicans at their annual issues conference retreat, at the Kennedy Center, renamed the Trump-Kennedy Center by the Trump-appointed board of directors, in Washington, D.C., U.S., January 6, 2026. REUTERS/Kevin Lamarque TPX IMAGES OF THE DAY
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  • O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse a deputados republicanos que a operação na Venezuela deixou “muitos morreram” do outro lado, incluindo “muitos cubanos.”
  • Segundo ele, o ataque ocorreu na madrugada de 3 de janeiro, quando militares venezuelanos conduziram o sequestro de Nicolás Maduro e da primeira-dama, Cilia Flores.
  • Trump mencionou que houve 152 aeronaves envolvidas e destacou que “ninguém morreu” entre os americanos, mas “muitos morreram” no lado oposto, incluindo cubanos.
  • O ministro da Defesa da Venezuela, Vladimir Padrino, afirmou em vídeo que parte da equipe de segurança de Maduro foi morta “a sangue frio” durante o ataque; Maduro permanece detido em Nova York, sob acusação de narcoterrorismo.
  • O presidente norte‑americano elogiou a atuação das Forças Armadas dos EUA, afirmou que a América tem a força militar mais poderosa e criticou o Partido Democrata e manifestantes em Nova York que protestaram contra a operação.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, elogiou a ação militar norte-americana na Venezuela durante um discurso em Washington, na terça-feira (6). Ele afirmou que a operação ocorreu no último sábado (3) e que houve um grande esforço logístico, com diversas aeronaves envolvidas. Segundo ele, o ataque foi bem-sucedido e não houve mortes entre os militares dos EUA, mas informou que, do lado venezuelano, muitas pessoas teriam morrido, entre elas um número expressivo de cubanos.

Trump mencionou o sequestro do presidente venezuelano Nicolás Maduro e da primeira-dama Cilia Flores, ocorrido na madrugada de sábado. O mandatário ressaltou que a operação foi complexa e destacou o papel das forças de segurança americanas, afirmando que a intervenção demonstrou o poder da operação militar do país. Segundo ele, houve cortes de energia extensos na Venezuela.

O discurso também incluiu críticas ao Partido Democrata, que se opôs à intervenção, e menções a protestos em Nova York contra a ação. O líder americano descreveu Maduro de forma agressiva e comparou-se ao venezuelano, citando uma dança semelhante que ele mencionou ter visto em vídeos.

Reação venezuelana e desdobramentos

O ministro da Defesa da Venezuela, Vladimir Padrino, disse, no domingo, que grande parte da segurança de Maduro foi morta durante o ataque. A declaração foi feita em vídeo, na presença de membros das Forças Armadas, sem apresentar números oficiais.

Padrino também repudiou a intervenção e exigiu a libertação de Maduro, que atualmente está detido em Nova York, sob acusações de narcoterrorismo. O governo venezuelano classifica a operação como violação de soberania e de direito internacional.

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