- Trump afirmou que autoridades venezuelanas entregarão entre 30 e 50 milhões de barris de petróleo aos Estados Unidos, segundo postagens em Truth Social.
- O valor pode passar de 2,8 bilhões de dólares, conforme o preço atual do petróleo referência WTI.
- A operação busca reinvestir na infraestrutura petrolífera venezuelana com o apoio de grandes empresas americanas, gerando receita para os dois países.
- A Chevron já ampliou atividades na Venezuela, enviando pelo menos onze navios-tanque; parte da produção vai para os Estados Unidos, outra parte para a China.
- O petróleo será vendido a preço de mercado e o dinheiro será utilizado em benefício do povo venezuelano e dos Estados Unidos; há reunião prevista com autoridades de energia para alinhar a estratégia.
Trump afirma que Venezuela entregará até 50 milhões de barris de petróleo aos EUA, segundo publicação nas redes sociais. A declaração ocorre após anúncios sobre a exploração de petróleo venezuelano por grandes petroleiras americanas, em meio a tensões políticas na região. A controvérsia envolve a possível venda de crude venezuelano para Washington, com perspectivas de recuperação da indústria no país caribenho.
Segundo a agência Bloomberg, o volume divulgado pode valer mais de 2,8 bilhões de dólares, considerando preços de referência do mercado. A estimativa leva em conta que a produção venezuelana está fraca e, hoje, gira em torno de um milhão de barris por dia, longe do passado de décadas atrás. A maior parte do petróleo tem trânsito complexo para seus compradores.
A Chevron já intensifica atividades na Venezuela, tendo enviado ao menos 11 navios-tanques ao país. Os cargueiros devem atracar em portos sob o novo regime chavista, que sinaliza disposição de colaborar com Washington. A empresa busca ampliar operações apesar das sanções vigentes.
Detalhes e contexto
Trump pediu ao Secretário de Energia que implemente o plano de imediato, com transporte do petróleo em navios de armazenamento até a ponta de descarga nos EUA. A iniciativa envolve controle de recursos e uso dos recursos para benefício de EUA e Venezuela, segundo a leitura oficial.
A operação ocorre ao mesmo tempo em que se prepara uma reunião com responsáveis pela energia na Casa Branca para alinhar estratégias de incentivo a investimentos ocidentais na indústria venezuelana. Participariam, entre outros, o Secretário de Energia e o Secretário do Interior.
Observações sobre o cenário
Especialistas ressaltam que a capacidade produtiva da Venezuela não permite aumentar substancialmente a produção no curto prazo. Analistas avaliam que o país pode reduzir vendas para clientes chineses para atender maior demanda de EUA, caso haja acordo político estável entre as partes.
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