- A União Europeia convocou ministros da agricultura para tratar de apoio ao acordo com o Mercosul, em Bruxelas, com foco em países céticos como a Itália.
- Itália e França vinham dificultando o aval, citando preocupações com a chegada de produtos agrícolas baratos e a necessidade de garantias sobre padrões.
- O bloco promete reforçar apoio aos agricultores, incluindo o fundo de crise de 6,3 bilhões de euros no próximo orçamento da UE, dentro da Política Agrícola Comum.
- Também serão discutidos controles de importação, incluindo níveis máximos de resíduos de pesticidas, e a fusão dos fundos de coesão com os recursos da PAC.
- O objetivo é obter apoio de 15 Estados-membros (65% da população) para a assinatura do acordo, com votação prevista para sexta-feira; Polônia e Hungria resistem, França é crítica e a Itália é crucial.
A União Europeia convocou ministros da agricultura para reuniões de última hora nesta quarta-feira, em Bruxelas, para convencer Itália e outros países reticentes a apoiar o acordo de livre comércio com o Mercosul. O objetivo é fechar a assinatura ainda neste mês, após avanços recentes.
Todos os 27 ministros da área foram convidados a participar da reunião na Comissão Europeia, informou a presidência atual, Cyprus. Ainda não ficou claro quantos irão comparecer, mas a presença é vista como decisiva para a viabilização do acordo.
Comissão Europeia deve apresentar garantias sobre o financiamento aos agricultores, incluindo um fundo de crise de 6,3 bilhões de euros no próximo orçamento da UE. A fusão de fundos de coesão com o cap, no entanto, gerou preocupações entre países rurais.
Também está na pauta o aumento de controles de importação e os níveis máximos de resíduos de pesticidas permitidos, segundo dois diplomatas europeus. A discussão visa tranquilizar governos céticos quanto aos impactos rurais.
Um diplomata citou que o momento é crítico para atender às demandas dos agricultores, com a Comissão possivelmente enviando uma carta aos membros sobre o suporte à renda dos produtores. A posição de Itália será decisiva para a viabilidade do acordo.
Avanços e pontos de atenção
A UE busca obter apoio amplo, com a expectativa de conseguir apoio de pelo menos 15 Estados-membros que representem 65% da população para autorizar a assinatura. O objetivo pode ser alcançado já em 12 de janeiro.
O acordo, há 25 anos em vias de aprovação, seria o maior da UE em termos de reduzir tarifas e abrir mercados, ajudando exportações afetadas por tarifas dos EUA e reduzindo a dependência da China para minerais críticos. França e Polônia permanecem críticas, enquanto Itália negocia garantias.
Segundo fontes italianas, Roma não é contrária ao acordo, mas exige salvaguardas sobre reciprocidade e padrões de saúde e meio ambiente para produtos importados. Tais pontos devem ser discutidos neste encontro de ministros.
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