- A União Europeia convocou ministros da Agricultura para uma reunião de última hora, visando destravar o acordo de livre comércio com o Mercosul, possivelmente assinado em 12 de janeiro.
- Itália e França têm resistido, cobrando garantias sobre padrões ambientais e de saúde, bem como reciprocidade para produtos agrícolas importados.
- A Comissão busca assegurar financiamento aos agricultores pela Política Agrícola Comum, incluindo um fundo de crise de 6,3 bilhões de euros no próximo orçamento da UE.
- Serão discutidos controles de importação, como níveis máximos de resíduos de pesticidas, para tratar as preocupações dos países membros.
- A UE precisa de maioria qualificada de 15 dos 27 ministros (representando 65% da população) para autorizar a assinatura, com votação possivelmente na sexta-feira.
A União Europeia convocou os 27 ministros da Agricultura para uma reunião de emergência com o objetivo de destravar o acordo de livre comércio com o Mercosul. A sessão ocorre na Comissão Europeia, em Bruxelas, com foco em conseguir a assinatura do tratado na sessão de 12 de janeiro. A Itália e outros membros que têm resistências serão visados para obtenção de garantias.
A Itália e a França questionam o avanço do acordo até que sejam resolvidos temores de agricultores sobre um possível influxo de commodities baratas do Mercosul, como carne bovina e açúcar. A avaliação é se as proteções da UE e padrões ambientais serão mantidos diante de ampliadas importações.
Todos os 27 ministros da Agricultura foram convidados para participar, segundo o porta-voz da presidência rotativa do Chipre. A reunião também envolve a Comissão Europeia na busca por uma posição unificada entre os estados-membros diante do orçamento e dos compromissos com a Política Agrícola Comum (PAC).
Fundo e garantias aos agricultores
Espera-se que comissários de Agricultura, Comércio e Saúde apresentem garantias sobre financiamento ao setor agrícola. Está em debate um fundo de crise de 6,3 bilhões de euros no próximo orçamento da UE, bem como a fusão de recursos de coesão com a PAC.
A contrapartida envolve ainda controles de importação e limites de resíduos de pesticidas. Diplomatas afirmam que estas medidas devem ser alinhadas às exigências sanitárias e ambientais da UE para assegurar a aceitação do acordo.
Perspectivas de votação e posição italiana
A tentativa é obter uma maioria qualificada de 15 votos entre 27, que representa cerca de 65% da população da UE, para autorizar a assinatura em 12 de janeiro. A Polônia, a Hungria e a França mantêm reservas, enquanto a Itália pode ser decisiva.
Fontes italianas indicam que o país não se opõe ao acordo, mas exige garantias de reciprocidade para que importações atendam aos padrões da UE. A posição italiana deve ficar mais clara após as discussões previstas para esta quarta-feira.
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