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Venezuelanos vivem com medo em novo país sem Maduro

Mesmo após o ataque, venezuelanos vivem em pausa, medo de espionagem e exílio; fronteira com a Colômbia recebe deslocados enquanto o chavismo rearranja poder

Vivienda afectada tras el ataque de Estados Unidos a Venezuela, el 4 de enero.
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  • Após o ataque de Estados Unidos em 3 de janeiro, venezuelanos acordaram em silêncio, com medo de falar por telefone e de serem vigiados.
  • O chavismo busca recompor o poder, enquanto muitos cidadãos e venezuelanos no exterior seguem em estado de suspensão e apreensão.
  • Delcy Rodríguez assumiu como presidente encarregada e o Congresso passou a ser chefiado por Jorge Rodríguez, com tensões e mudanças na cúpula militar mencionadas, mas sem eleições anunciadas.
  • Em Mérida, dois suspeitos foram presos sob acusação de “celebrar” a captura do presidente Nicolás Maduro; o decreto de estado de exceção amplia controles.
  • Muitos venezuelanos cruzaram para a Colômbia, com famílias buscando deixas de Bucaramanga e Cúcuta, temendo novos ataques e a vigilância de colectivos e forças de segurança.

Amanheceu em silêncio no país. Após o ataque de 3 de janeiro, Venezuela acordou sem festejos, com ruas vagas e consumidores rápidos. Estudiosos e autoridades ainda não indicaram um rumo claro. A atmosfera é de apreensão e cautela.

Diversos venezuelanos temem falar por telefone e compartilhar mensagens. Relatos de moradores indicam receio de espionagem interna e de prisões por críticas ao governo. Na fronteira com a Colômbia, a preocupação com a segurança é constante.

A semana trouxe mudanças no poder, com Delcy Rodríguez como presidente interina e Jorge Rodríguez na presidência da Assembleia. A atuação de forças militares e de grupos de apoio ao governo intensificou-se, elevando a tensão em Caracas.

No estado Mérida, dois suspeitos foram detidos por supostamente celebrar a captura de Maduro e de Cilia Flores. Autoridades acionaram o estado de exceção para restringir celebrações que incentivem ataques externos.

A cidade estratégica de Cúcuta recebeu jornalistas internacionais e migrantes. Muitas famílias se deslocaram para fora do país, buscando abrigo temporário e informações estáveis sobre o que virá a seguir.

Entre comunidades, relatos de civis armados ganham destaque. Grupos paramilitares e redes de segurança reforçaram o controle local, com apreensão de veículos, vigílias e monitoramento de deslocamentos.

A ausência de eleições anunciadas persiste. O foco permanece na gestão da crise, na estabilidade de serviços básicos e na contenção de críticas, sob vigilância constante de autoridades e aliados do governo.

Em Caracas, três dias após os ataques, atividades econômicas começaram a retornar lentamente. O retorno às aulas está previsto para 12 de janeiro, mantendo o clima de incerteza entre moradores.

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