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Acordo EUA-Venezuela de petróleo irrita a China e derruba preços

Preço mundial do petróleo cai cerca de 1% após acordo EUA-Venezuela; China denuncia agressão e acusa violação de soberania venezuelana

Oil rig on Lake Maracaibo, in Cabimas
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  • O preço do petróleo caiu cerca de 1% no mercado global, com atenções voltadas para o acordo que pode direcionar até 2 bilhões de dólares em crude embargoed para impor fluxo de suprimentos.
  • O acordo indicaria desvios de cargas que seriam enviadas para a China, segundo relatos, como parte dos esforços dos EUA para controlar as vastas reservas venezuelanas de petróleo.
  • O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que o dinheiro obtido com a venda do petróleo poderá ser usado para beneficiar os povos dos EUA e da Venezuela.
  • A China chamou a ação de Brasil “bullying” e afirmou que violaria a soberania venezuelana, em meio a críticas de aliados da Rússia e de outros setores.
  • A Venezuela permanece sob governo interino de Delcy Rodríguez e o confronto político persiste, com a oposição esperando um desfecho e a cooperação com os EUA condicionada a pressões sobre o regime de Maduro.

Global oil prices recuaram nesta quarta-feira após o governo dos EUA afirmar ter persuadido Venezuela a desviar suprimentos para reduzir embargo e importar até US$ 2 bi em petróleo russo bloqueado. A China condenou a ação, chamando-a de abuso de poder.

O acordo, alinhado aos objetivos dos EUA de controlar parte das reservas da Venezuela, ocorre em meio a golpes políticos desde a deposição de Nicolás Maduro, alvo de Washington. Maduro é alvo de tensões com Washington e seus aliados desde 2013.

O governo venezuelano não confirmou o acordo. Beijing reagiu com críticas à “bullying” norte-americana, defendendo a soberania do país. Pequim vê riscos à estabilidade da região e ao direito venezuelano de explorar seus recursos.

Desdobramentos e leituras

A notícia gerou quedas de cerca de 1% nos preços do petróleo no mercado global, diante da previsão de aumento de oferta. O carregamento externo da Venezuela pode exigir redirecionamento de cargas para clientes diferentes, incluindo a China.

Na prática, a operação envolve a possível realocação de barris estocados em tanques, enquanto a Venezuela negocia saídas para o comércio internacional. Autoridades chinesas enfatizam que medidas unilaterais violam o direito internacional.

A situação acompanha o cerco diplomático envolvendo EUA, Venezuela, China, Rússia e aliados de Caracas. O cenário envolve amplo debate sobre legalidade, soberania e impactos econômicos para a indústria de energia e a população venezuelana.

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