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Após ameaça à Groenlândia, Trump minimiza peso europeu na Otan

Trump afirma ter elevado o peso da Organização do Tratado do Atlântico Norte para cinco por cento do PIB, enquanto aliados europeus reagiram de forma tímida à ameaça à Groenlândia

U.S. President Donald Trump addresses House Republicans at their annual issues conference retreat, at the Kennedy Center, renamed the Trump-Kennedy Center by the Trump-appointed board of directors, in Washington, D.C., U.S., January 6, 2026. REUTERS/Kevin Lamarque TPX IMAGES OF THE DAY
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  • Trump ameaça tomar a Groenlândia, território semiautônomo da Dinamarca, para a segurança dos EUA, citando presença de navios chineses e russos no Ártico.
  • O presidente afirmou ter elevado o gasto da Otan com defesa de 2% para 5% do PIB pelos membros.
  • oito dos trinta e dois membros da Otan defenderam a soberania da Dinamarca sobre a Groenlândia, entre eles França, Alemanha, Reino Unido, Portugal, Espanha, Itália, Polônia e Dinamarca.
  • a Dinamarca disse que, se um país da Otan atacar um aliado, seria o fim de tudo; o comunicado conjunto afirma que os EUA são parceiro essencial para a segurança no Ártico e que a anexação é ilegal.
  • especialistas veem a reação europeia como tímida, destacando que a Otan atende a interesses norte-americanos e que o aumento de gastos favorece a indústria militar dos EUA.

Donald Trump prometeu anexar a Groenlândia, território semiautônomo da Dinamarca, e minimizou a reação de aliados da Otan. A declaração ocorreu após Washington sinalizar a medida com o apoio de seus aliados, gerando críticas entre países-membros da aliança.

Trump afirmou que Rússia e China não temem a Otan sem os EUA e que, com sua gestão, os EUA elevaram o gasto militar da Otan de 2% para 5% do PIB. Segundo ele, os países da aliança pagavam pouco até sua intervenção. Ele disse ter levado todos a cumprir o novo patamar de gastos.

O argumento foi apresentado em meio a críticas pela possível anexação da Groenlândia, após o país vizinho à Venezuela. Embora a ideia tenha sido recebida com desagrado por parte de aliados, o governo dinamarquês não reconhece qualquer impulso de retirada ou de mudança de soberania.

Reação internacional

O governo da Dinamarca reagiu com alerta. A primeira-ministra Matte Frederiksen afirmou que qualquer ataque a um parceiro da Otan seria fatal para a aliança. O comentário enfatiza a percepção de risco para a segurança regional diante de ameaças de intervenção.

Em comunicado conjunto, oito dos 32 membros da Otan defenderam a soberania dinamarquesa sobre a Groenlândia. França, Alemanha, Reino Unido, Portugal, Espanha, Itália, Polônia e Dinamarca reiteraram a primazia da decisão dinamarquesa sobre o território. Eles destacaram a importância do papel dos EUA como parceiro.

Análise de especialistas

Especialistas ouvidos pela Agência Brasil disseram que a medida, caso ocorra, visaria conter o fluxo comercial chinês no Ártico, com o recuo do derretimento das calotas polares elevando a demanda por fretes. A avaliação é de que o cenário depende de fatores geopolíticos e de implementação prática.

Para o militar português Agostinho Costa, a resposta foi tímida e o episódio configura uma pressão sobre os aliados. Ele aponta que a Otan funciona, na prática, como uma função de defesa com forte presença norte-americana na Europa, com bases e arsenais relevantes.

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