- A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Mao Ning, criticou o anúncio dos EUA de que a Venezuela entregará até 50 milhões de barris de petróleo.
- Ning afirmou que a ação viola o direito internacional, fere a soberania venezuelana e prejudica os direitos do povo venezuelano.
- A China ressalta que a cooperação com a Venezuela é entre dois Estados soberanos e deve ser protegida pelo direito internacional.
- A autoridade chinesa condenou a interferência externa nos assuntos internos da Venezuela e pediu a libertação de Nicolás Maduro e de sua esposa, para resolução por meio do diálogo.
- O petróleo venezuelano, responsável por grande parte das exportações da região, tem impactos no mercado global, com queda recente nos preços após o anúncio.
A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Mao Ning, criticou o anúncio dos Estados Unidos de que a Venezuela entregará até 50 milhões de barris de petróleo. A posição foi divulgada nesta quarta-feira, três dias após o suposto sequestro do presidente Nicolás Maduro pelo governo norte-americano. O comunicado enfatizou que a cooperação entre China e Venezuela é entre dois Estados soberanos.
Ning afirmou que a medida dos EUA viola o direito internacional, atenta contra a soberania venezuelana e prejudica os direitos do povo venezuelano. A porta-voz ressaltou que a China protege seus interesses na Venezuela e reclama combate à interferência externa nos assuntos internos do país.
Segundo a China, a relação com a Venezuela se baseia em princípios do direito internacional e não deve sofrer pressões externas. A diplomata também criticou a prisão de Maduro e de sua esposa, dizendo que tal ato viola normas de relações internacionais e o espírito da Carta da ONU.
Reação da China
A China reiterou que defende a proteção de seus direitos na Venezuela e pediu a libertação imediata de Maduro e da esposa. O país disse que as questões devem ser resolvidas por meio do diálogo e da negociação entre as partes envolvidas.
A Venezuela possui reservas significativas de petróleo, estimadas em cerca de 303 bilhões de barris, com foco em petróleo bruto pesado e extrapesado. O petróleo venezuelano é alvo de sanções dos EUA, o que influencia o mercado global.
Na abertura dos mercados, a notícia contribuiu para a queda dos preços do petróleo. Houve recuo de cerca de 2% na terça-feira e, nesta quarta, o recuo persistiu nos pregões asiáticos, com queda adicional de aproximadamente 1%.
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