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Democratas condenam ataque na Venezuela, republicanos defendem Trump no Senado

Senadores ouvem briefing sobre a captura de Maduro, com defesa da operação e críticas sobre legalidade e impactos para a Venezuela

Secretary of state Marco Rubio speaks alongside defense secretary Pete Hegseth in Washington on 7 January 2026.
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  • Secretários de governo defenderam, ante 100 senadores, a operação Absolute Resolve para capturar Nicolás Maduro em Caracas e levá-lo a Nova York.
  • A ação ocorreu na madrugada de 3 de janeiro com forças especiais Delta Force, que prenderam Maduro e a esposa, Cilia Flores, e os conduziram até a base Stewart antes de transferi-los.
  • O objetivo declarado envolve três fases ligadas ao petróleo: estabilização do país, acesso de empresas ao mercado venezuelano e uma transição, com venda de entre trinta e cinquenta milhões de barris a preços de mercado.
  • O apoio entre os republicanos é claro, já que veem a operação como cumprimento da lei; democratas alertam sobre possível ato de guerra sem aprovação do Congresso.
  • A reação internacional foi de condenação por diversos países, e pesquisas de opinião mostram divisão entre os norte-americanos quanto à necessidade de autorização congressual para a ação.

Na manhã de hoje, autoridades da gestão Trump compareceram ao Capitólio para defender a operação militar de grande escala que capturou Nicolás Maduro, chefe de Estado venezuelano, em Caracas. A ofensiva envolveu forças especiais dos EUA na madrugada do dia 3 de janeiro, resultando na transferência de Maduro para uma prisão em Nova York.

Os principais participantes do briefing foram o secretário de Estado Marco Rubio, o secretário de Defesa Pete Hegseth, a procuradora-geral Pam Bondi, o diretor da CIA John Ratcliffe e o presidente do Estado-maior conjunto, Gen Dan Caine. Ao todo, 100 senadores que participaram da sessão ouviram detalhes da operação, chamada de Absol ute Resolve.

Segundo Rubio, o objetivo seria um processo em três etapas relacionado ao petróleo: estabilizar a Venezuela, abrir espaço para empresas nacionais terem acesso ao mercado venezuelano e, por fim, promover uma transição. A meta anunciada inclui a venda de entre 30 e 50 milhões de barris de óleo a preços de mercado.

A narrativa predominante no Senado dividiu posições. Parlamentares republicanos trataram o movimento como ação policial para prender um líder tratado como delinquente. Já democratas argumentaram que o ato representa uma invasão de soberania e pode gerar instabilidade regional, abrindo precedentes de ações unilaterais.

No sábado anterior, forças especiais teriam realizado ataques em várias áreas do norte da Venezuela, capturado Maduro e Cilia Flores, e os trasladaram para navio da Marinha dos EUA, desembarcando em Stewart Air National Guard Base antes de levá-los a Nova York. Maduro pleiteia não ter culpa em tribunais federais.

Dados de pesquisas públicas indicam insatisfação com o uso de força sem aprovação congressual, com pesquisas do Washington Post e da Reuters/Ipsos apontando ceticismo de parte da população e dúvidas sobre o tamanho da intervenção e seus impactos na política externa norte‑americana.

O momento também trouxe críticas sobre o desfecho e o que pode ocorrer a seguir na Venezuela. Grupos republicanos ressaltam resultados desejáveis para o cumprimento da lei, enquanto democratas pedem esclarecimentos sobre planos de governança e salvaguardas institucionais.

Internacionalmente, a reação foi mista. Países como Brasil, Chile, China, França, Irã, México, Rússia e Espanha criticaram a operação, e o Conselho de Segurança da ONU discutiu o tema. Representantes russos e chineses pediram a libertação imediata de Maduro, enquanto os EUA defenderam a ação como cumprimento da lei.

No cenário naval, a frota norte‑americana permanece posicionada próximo à costa venezuelana e a Guarda Costeira dos EUA informou a apreensão de dois navios petroleiros ligados à Venezuela em operações paralelas. Autoridades norte‑americanas disseram que a pressão não está encerrada.

Publicamente, autoridades destacam que a resposta estratégica busca proteger interesses nacionais, mas ainda não foi anunciada uma linha sobre a duração do manuseio político na Venezuela. O governo de Washington não detalhou planos para o futuro imediato do país caribenho.

Fontes citadas pela imprensa incluem The Guardian, bem como pesquisas divulgadas pelo Washington Post e pela Reuters/Ipsos, que registraram receios e apoios variados entre a população norte‑americana.

Observadores ressaltam que a situação continua a evoluir, com consequências ainda incertas para a política regional, o equilíbrio de poder e a relação entre Estados Unidos e Venezuela.

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