- O desenvolvedor do Bitchat contestou as afirmações das autoridades ugandesas de que o serviço poderia ser bloqueado.
- Dados internos indicam que mais de 400 mil ugandenses já baixaram o aplicativo.
- O oposicionista Bobi Wine havia incentivado apoiadores a instalar o app como plano de contingência.
- Uganda tem histórico de restrição de connectivity em períodos eleitorais, com cortes em 2016 e na noite de eleições de 2021.
- Bitchat não exige contas, números de telefone ou infraestrutura central; opera por malha Bluetooth para mensagens criptografadas, possibilitando comunicação sem internet.
A desenvolvedora do mensageiro descentralizado Bitchat contestou as alegações das autoridades ugandesas de que o serviço pode ser bloqueado. O tema ganha espaço à medida que a país se aproxima de eleições nacionais.
As autoridades de Uganda já haviam sinalizado possíveis interrupções na internet durante períodos políticos sensíveis, citando segurança. A postura contrasta com os receios de opositores sobre cortes de rede.
O projeto Bitchat já ganhou usuários após apelo de uma liderança opositora para instalar a plataforma como plano de contingência, diante de históricos bloqueios de internet no país.
Calle, uma das desenvolvedoras, afirmou que o Bitchat já foi baixado por mais de 400 mil ugandenses, segundo dados internos. Ela reforçou que a rede não pode ser desativada facilmente.
A desenvolvedora também incentivou contribuidores locais a investir em ferramentas de código aberto, destacando a natureza livre e descentralizada do projeto. A mensagem foi divulgada em redes sociais.
Uganda tem histórico de restringir conectividade em períodos eleitorais, incluindo em 2016 e no dia da eleição de 2021, quando houve quedas de internet. O país cita questões de segurança para tais medidas.
O Bitchat opera sem contas, números de telefone ou infraestrutura central, usando malhas Bluetooth para repassar mensagens criptografadas entre dispositivos próximos. Sem servidores centrais, não depende de dados móveis.
Especialistas destacam que a tecnologia facilita comunicação mesmo com falhas de internet, o que atrai apoiadores que desejam alternativas de comunicação durante protestos ou bloqueios.
Além de Uganda, o aplicativo ganhou notoriedade em Nepal, Madagascar e Jamaica, quando interrupções de internet ou proibições de redes sociais afetaram o uso de plataformas tradicionais.
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