- O líder separatista Aidarous al-Zubaidi não embarcou no voo para a Arábia Saudita, segundo o governo saudita, e fugiu para um local desconhecido.
- A coalizão liderada pela Arábia Saudita afirmou ter feito ataques pré-emptivos na região para conter o avanço dos separatistas apoiados pelos Emirados Árabes Unidos.
- A artilharia saudita atingiu a província de origem de al-Zubaidi, com relatos de mais de quinze ataques no local.
- Segundo o porta-voz da coalizão, al-Zubaidi liderava uma força considerável e fugiu para um local não informado.
- O Conselho Presidencial pró-Saudi destituiu al-Zubaidi e o encaminhou ao Ministério Público, sob acusações de traição, incitar rebelião armada e abusos contra civis.
O líder do movimento separatista sulista do Iêmen, Aidarous al-Zubaidi, supostamente fugiu para local desconhecido após não embarcar para negociações na Arábia Saudita, conforme informou o governo saudita nesta quarta-feira. A ofensiva aérea atingiu a província natal de Al-Zubaidi, Aidar, na sequência da recusa de viagem para Riyadh.
O Exército da coalizão liderada pela Arábia Saudita afirmou que, embora outros dirigentes do Conselho Sulista de Transição (STC) tenham feito a viagem, Al-Zubaidi não o fez. Segundo o porta-voz Maj General Turki al-Malki, o líder teria deslocado uma grande força, com veículos blindados e armamentos, para um destino não divulgado. O STC não comentou oficialmente o assunto.
A coalizão também disse ter realizado ataques preventivos limitados na tentativa de impedir a escalada do conflito por setores vinculados ao STC, respaldado pelos Emirados Árabes Unidos. Segundo relatos de fontes locais e do STC, foram registradas mais de 15 ações de ataque na província de Al-Zubaidi, área de origem do líder separatista.
Segundos desdobramentos e medidas administrativas
Após os acontecimentos, o Conselho Presidencial apoiado pela Arábia Saudita revogou a participação de Al-Zubaidi e encaminhou o caso ao Ministério Público, por acusações de traição, incitação à rebelião armada e ataques a autoridades civis do sul do Yemen, conforme a agência de notícias SABA. Rashad al-Alimi, presidente do conselho, informou a medida.
Ao longo dos anos, o STC tem ocupado posição divergente dentro do governo iemenita amplamente reconhecido internacionalmente. O tema se soma a um histórico de tensões entre Arábia Saudita e Emirados, que já colocaram a coalizão em um cenário de disputa interna, ainda que compartilhem o objetivo de conter a atuação dos Houthis no país.
Durante a crise, a intervenção militar no Iêmen teve como pano de fundo a luta entre forças regionais pela hegemonia na área, com os Houthis mantendo domínio em partes do território desde 2014. A imprensa internacional acompanha os desdobramentos para entender impactos humanitários e políticos na região. Fonte: Reuters e Agence France-Presse.
Entre na conversa da comunidade