Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Grupo trabalhista pede a Albanese retirar convite ao presidente Herzog

Grupo Trabalhista pede cancelar convite ao presidente de Israel, Isaac Herzog, por críticas à ofensiva em Gaza; tensões no movimento aumentam

Israel's president Isaac Herzog. Labor Friends of Palestine Group has urged the Albanese government to rescind its invitation to Herzog.
0:00
Carregando...
0:00
  • O grupo Labor Friends of Palestine pediu ao governo de Anthony Albanese que cancele o convite ao presidente de Israel, Isaac Herzog, para visitar a Austrália, protestando contra bombardamentos em Gaza.
  • Vários grupos judaicos apoia­ram a visita, incluindo o Jewish Council of Australia, que disse esperar que a vinda traga conforto às famílias das vítimas e fortaleça a relação bilateral.
  • Albanese afirmou que pediu ao governador-geral que convidasse Herzog para começo de 2026, após o ataque em Bondi durante a celebração de Hanucá.
  • O Labor Friends of Palestine disse que, se Herzog vier, a polícia federal deveria investigá-lo por incitação de genocídio, embora especialistas considerem improvável que haja abertura legal para isso.
  • Autoridades em Canberra foram procuradas para comentar; discussões sobre obrigações sob a Convenção sobre Genocídio foram mencionadas, mas ação prática é considerada improvável.

O grupo Labor Friends of Palestine pediu ao governo de Anthony Albanese que retire o convite ao presidente de Israel, Isaac Herzog, para visitar a Austrália. A solicitação surge em meio a críticas à resposta de Israel aos ataques a Gaza e aos choques dentro do movimento trabalhista australiano.

A adesão ao pedido ocorre após o anúncio de que Albanese havia convidado Herzog para uma visita no início de 2026. O convite foi formalizado pelo governador-geral, segundo comunicação oficial, após o ataque a judeus em Bondi durante festejos de Hanucá.

O Labor Friends of Palestine, com mais de 1.000 membros de base, acusou Herzog de incentivar potenciais violações do direito internacional durante a operação em Gaza. O grupo também sugeriu que, se Herzog vier, policiais federais deveriam investigar seu papel em incitar genocídio, algo considerado improvável por especialistas.

Conjuntamente, organizações judaicas menores assinaram uma carta ao primeiro-ministro para que o convite seja retirado, argumentando que a presença de Herzog pode aumentar o racismo e o antissemitismo, visto que ele não seria um chefe de Estado neutro ou meramente ceremonial.

Por outro lado, entidades judias mais tradicionais apoiaram a visita. O Executivo Conselho da Comunidade Judaica da Austrália afirmou que a viagem traria conforto às famílias afetadas pelo ataque de Bondi e poderia reativar o relacionamento bilateral.

Albanese afirmou, em 24 de dezembro, que solicitou ao governador-geral a emitir o convite a Herzog para início de 2026, após o ataque à comunidade judaica em Bondi. Herzog aceitou publicamente a visita e mencionou ter sido convidado pela Federação Sionista da Austrália.

O argumento favorável à visita ressalta a importância de manter laços com Israel, destacando que Herzog é chefe de Estado e não o primeiro-ministro. A assessoria do governo destacou que a visita é uma expressão de solidariedade com a comunidade australiana.

Especialistas em direito internacional avaliam que, embora a presença de um chefe de Estado seja protegida por imunidade, ações legais contra Herzog no país são improváveis. A ausência de ordem de prisão da ICC para Herzog compõe esse cenário.

Shamikh Badra, palestino australiano que perdeu sete familiares em Gaza, apresentou uma queixa formal ao ministro do Interior, pedindo avaliação de obrigações sob a Convenção da Genocídio da ONU. A família dele foi atingida diretamente pelos ataques.

Monique Cormier, professora de direito, afirmou que a visita pode levantar questões sobre obrigações australianas, mas dificilmente resultaria em ações legais. Ela reforçou que a imunidade de chefe de Estado impede processos contra Herzog no país.

O porta-voz da embaixada de Israel em Canberra e o escritório de Albanese foram contactados para comentários. A discussão envolve não apenas decisão diplomática, mas também o peso político dentro do Partido Trabalhista.

Jeremy Leibler, presidente da Federação Sionista, rejeitou a ideia de revogar o convite, descrevendo-o como gesto de solidariedade com os australianos após o ataque de Bondi. Questionamentos sobre a legalidade de investigar Herzog foram considerados infundados por seus apoiadores.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais