- Donald Trump afirmou ter autorizado a Coreia do Sul a construir submarinos movidos a energia nuclear, elevando a discussão sobre latência nuclear sul-coreana.
- O acordo bilateral de cooperação nuclear, conhecido como 123 Agreement, permite enriquecimento de urânio até quarenta por cento (20%) e reprocessamento para usos civis, mas proíbe uso militar de material originário dos EUA.
- A Casa Branca divulgou, duas semanas após a declaração, um folheto que sinaliza caminho para contornar o Congresso e autorizar enriquecimento civil e reprocessamento de combustível gasto sem barreiras legais imediatas.
- O texto expõe três alternativas: manter o status quo, implantar armas nucleares táticas nos EUA em relação à Coreia ou apoiar/abandonar a Coreia do Sul com base nessa discussão.
- A latência nuclear sul-coreana poderia reduzir incentivos à agressão norte-coreana e fortalecer a posição de Washington em negociações futuras, mas envolve riscos de proliferação e impactos about a regime global de não proliferação.
O governo dos EUA avalia que a latência nuclear da Coreia do Sul pode ser a opção menos ruim diante da tensão com a dissuasão estendida. O tema envolve liberação para enriquecer urânio ou reprocessar combustível, com impactos para a não proliferação.
Dois caminhos aparecem na discussão pública: ampliar usos civis de enriquecimento na Coreia do Sul ou manter restrições. O governo americano considera que permitir certas tecnologias civis não violaria o acordo bilateral, mesmo que traga novos dilemas de segurança.
Em 2025, o tema ganhou destaque após a declaração de que Seul poderia desenvolver submarinos movidos a energia nuclear. Ainda não fica claro se os EUA forneceriam combustível nuclear ou permitiriam enriquecimento próprio, o que mudaria o tempo de fabricação de armas.
O acordo nuclear 123, vigente desde 2015, permite enriquecimento de urânio até 20% e pirroprocessamento para fins civis com consentimento dos EUA. O acordo proíbe, no entanto, enriquecimento ou reprocessamento de materiais de origem norte-americana para uso militar.
Pouco depois, o governo de Washington divulgou um documento explicando como contornar o Congresso para favorecer o uso civil de enriquecimento e reprocessamento pela Coreia do Sul, mantendo a conformidade com o acordo bilateral.
Caso a linha de ação siga adiante, a Coreia do Sul ganharia tempo técnico para fabricar material físsil, caso decida avançar para armas nucleares. Essa velocidade de resposta é chamada de latência nuclear.
A discussão envolve também o risco de proliferação, pois o acesso a tecnologias de enriquecimento eleva a possibilidade de disseminação de capacidades nucleares. Washington vê esse efeito como um ingrediente de maior fragilidade na segurança global.
Entre as opções de política, o status quo é considerado cada vez menos estável. A crença de valiosos aliados na garantia de defesa dos EUA permanece robusta, mas há dúvidas sobre a credibilidade das garantias americanas em relação à defesa de Seul.
Uma segunda opção avaliada é o retorno de armas nucleares táticas aos recursos militares da Coreia do Sul. Embora haja apoio em setores de Seul, o arranjo manteria o controle operacional dos EUA e não resolveria totalmente as preocupações estratégicas locais.
Outra possibilidade envolve apoiar ou abandonar a Coreia do Sul com armas nucleares. Se Washington não atender às preocupações de segurança de Seul, o país pode buscar sua própria capacidade nuclear, o que prejudicaria o regime global de não proliferação.
Defender a latência nuclear sul-coreana poderia, segundo a análise, reduzir incentivos de Pyongyang para ataques convencionais ou nucleares limitados, ao manter uma opção de retaliação rápida. Isso poderia contribuir para a estabilidade intercoreana em determinadas condições.
Também se destaca que manter a latência pode fortalecer a aliança com Seul e sustentar a postura estratégica dos EUA na região, incluindo a relação com o programa de submarinos movidos a energia nuclear. A cooperação em defesa é apresentada como parte de um equilíbrio regional.
Por fim, a latência nuclear sul-coreana seria vista como uma forma de reduzir a dependência de fornecedores estrangeiros de combustível nuclear, ampliando a participação de Seul no mercado global de combustível, ainda que sob salvaguardas rígidas.
Em síntese, as opções pesan riscos e benefícios para segurança regional, não havendo solução sem trade-offs. A análise aponta que permitir uma latência nuclear controlada pode ser o caminho mais estável para manter a aliança, ganhar tempo para ajustes e evitar cenários ainda mais disruptivos.
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