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Petroleira estatal da Venezuela negocia venda de petróleo aos EUA

PDVSA negocia venda de petróleo aos Estados Unidos em termos comerciais, após Trump dizer que Caracas entregaria entre trinta e cinquenta milhões de barris

A sede da PDVSA, em Caracas. Foto: Miguel Zambrano/AFP
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  • A PDVSA informou que negocia com os EUA a venda de petróleo, pouco mais de vinte e quatro horas após Trump afirmar que Caracas entregaria entre 30 milhões e 50 milhões de barris.
  • A negociação ocorre em termos semelhantes aos firmados com empresas estrangeiras, como a Chevron, segundo a estatal.
  • A PDVSA afirma que a transação é estritamente comercial, com critérios de legalidade, transparência e benefício para ambas as partes.
  • O secretário de Energia dos EUA disse que Washington controlará as vendas de petróleo venezuelano indefinidamente.
  • A Venezuela está sob embargo petrolífero dos EUA e detém cerca de 303 bilhões de barris de reservas, a maior parte petróleo pesado.

A Petróleos de Venezuela, a PDVSA, informou nesta quarta-feira que está negociando com os Estados Unidos a venda de petróleo. A operação ocorre menos de 24 horas após o anuncio de Donald Trump de que Caracas entregará entre 30 milhões e 50 milhões de barris a Washington, em um contexto de embargo. Local da negociação: Caracas.

A estatal ressaltou que as tratativas seguem termos semelhantes aos usados em acordos com empresas estrangeiras, citando a Chevron como referência. Em comunicado, a PDVSA disse que a transação é estritamente comercial, com foco em legalidade, transparência e benefício para ambas as partes, buscando o desenvolvimento nacional.

Mais cedo, o secretário de Energia dos EUA, Chris Wright, afirmou que Washington manterá o controle sobre as vendas do petróleo venezuelano por tempo indeterminado. A Venezuela enfrenta o embargo petrolífero imposto pelos Estados Unidos, que afeta o fluxo de óleo do país.

Contexto estratégico

A Venezuela possui cerca de 303 bilhões de barris de reservas, aproximadamente 20% das reservas globais, na maioria petróleos pesados e extrapesados. A negociação surge em meio a pressões internacionais e a busca de espaços para operações comerciais sob as restrições vigentes.

A PDVSA afirma que o acordo pode gerar vantagens para o povo venezuelano e contribuir para a estabilidade energética global. A companhia continua enfatizando que o processo é orientado por critérios de legalidade e responsabilidade financeira.

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