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Petróleo cai após Trump anunciar envio venezuelano de até 50 milhões de barris

Petróleo cai após Trump anunciar envio de 30–50 milhões de barris venezuelanos aos EUA, abrindo possibilidade de venda de até $3 bilhões

Crude oil drips from a valve at an oil well in Venezuela. Oil producers continue to pump more crude than needed by the global economy.
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  • Donald Trump afirmou que a Venezuela entregaria entre 30 milhões e 50 milhões de barris de crude bloqueado aos Estados Unidos.
  • O acordo permitiria ao presidente dos EUA vender até 3 bilhões de dólares em crude venezuelano retido em navios tanque e instalações de armazenamento.
  • Os preços globais do petróleo caíram mais de 1%, com o Brent pouco acima de 60 dólares o barril e o WTI em 56,44 dólares.
  • A medida pode afetar as exportações venezuelanas para a China, que compra cerca de 80% do crude venezuelano.
  • Executivos de petroleiras consultadas dizem haver ceticismo sobre investimentos significativos na Venezuela, diante de instabilidade e incertezas de proteção a investimentos.

Global oil Prices caíram após Donald Trump anunciar que a Venezuela poderia entregar entre 30 e 50 milhões de barris de crude bloqueado aos EUA, aumentando a oferta já elevada no mercado.

O acordo permitiria ao presidente dos EUA vender até 3 bilhões de dólares em crude venezuelano retido em navios e depósitos, ampliando a ingerência sobre exportações, segundo relatos.

Brent caiu para pouco acima de 60 dólares o barril; o petróleo dos EUA recuou 1,4%, para 56,44 dólares o barril, refletindo a pressão sobre preços globais.

Desdobramentos no mercado

A ação eleva a possibilidade de interrupção nas exportações venezuelanas para a China, que compra a maior parte do petróleo venezuelano, pressionando preços.

A China afirmou que a Venezuela possui soberania sobre seus recursos e que demandas dos EUA violariam o direito internacional, segundo nota do Ministério das Relações Exteriores.

Reação internacional e próximos passos

Trump afirmou em rede social que o dinheiro seria controlado pelo governo dos EUA para benefício de venezuelanos e americanos, com óleo transferido de navios a portos norte-americanos.

O secretário de Energia dos EUA seria responsável pela execução do acordo, segundo o próprio Trump, citando planos de levar investimentos para a indústria petrolífera venezuelana.

Executivos de grandes empresas, como Chevron, ConocoPhillips e ExxonMobil, devem encontrar-se com Trump para discutir aportes no setor, apesar das incertezas sobre o ambiente político.

A situação ocorre em meio a tensões políticas na Venezuela e ao eventual recuo da produção local, que hoje está muito abaixo de patamares de outrora, conforme análises de mercado.

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