- O secretário de Estado Marco Rubio apresentou, nesta quarta-feira, um plano norte-americano em três etapas para a Venezuela, quatro dias depois de ataques contra Maduro e a primeira-dama.
- O primeiro passo seria “estabilizar” o país, apreendendo e vendendo entre trinta milhões e cinquenta milhões de barris de petróleo, com Washington controlando a distribuição do dinheiro.
- A segunda etapa, de suposta “recuperação”, buscaria garantir que empresas norte-americanas e ocidentais tenham acesso ao mercado venezuelano de forma justa.
- A terceira etapa seria a de “transição”; Rubio não detalhou como ocorreria, dizendo apenas que seria necessária uma reconciliação nacional para anistiar, libertar ou repatriar opositores e reconstruir a sociedade civil; Delcy Rodríguez assumiu o comando do Palácio de Miraflores na segunda-feira, dia cinco.
- Reações: a porta-voz da Casa Branca afirmou que os Estados Unidos “ditarão” as decisões do governo venezuelano, e o secretário de Energia disse que as vendas de petróleo venezuelano seriam controladas “indefinidamente”; o senador Chris Murphy classificou o plano como insano.
O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, apresentou nesta quarta-feira um plano em três etapas para a Venezuela. A proposta surge quatro dias após ações norte-americanas contra o governo de Nicolás Maduro e a prisão da primeira-dama, Cilia Flores. Na semana anterior, Delcy Rodríguez passou a chefiar o Palácio de Miraflores.
Rubio afirmou que o plano não é improvisado, apesar de não detalhar cada etapa. A primeira fase seria estabilizar o país, com a apreensão e venda de entre 30 milhões e 50 milhões de barris de petróleo. O governo americano manteria o controle sobre a renda obtida com o petróleo.
A segunda etapa previa assegurar que empresas norte-americanas e ocidentais tenham acesso justo ao mercado venezuelano. A terceira etapa, referida como transição, não teve implementação descrita pelo chanceler. As autoridades dizem buscar uma reconciliação nacional para o retorno da normalidade institucional.
A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, indicou que Washington pretende ditar as decisões no país vizinho, citando influência sobre as autoridades interinas. O secretário de Energia, Chris Wright, afirmou que as vendas de petróleo venezuelano ficariam sob controle americano de forma indefinida.
A reação no Senado foi rápida. O senador democrata Chris Murphy classificou o plano como insano, afirmando que envolve o saque de petróleo venezuelano por período prolongado para pressão externa. A crítica destacou a gravidade da proposta para o país latino-americano.
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