Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Três etapas do plano dos EUA para a Venezuela após derrubada de Maduro

Plano norte-americano para a Venezuela, em três etapas, prevê apreensão de petróleo, controle de receitas e uma transição sob influência externa

O presidente Donald Trump ao lado do secretário de Estado Marco Rubio. Foto: ANDREW CABALLERO-REYNOLDS /AFP
0:00
Carregando...
0:00
  • O secretário de Estado Marco Rubio apresentou, nesta quarta-feira, um plano norte-americano em três etapas para a Venezuela, quatro dias depois de ataques contra Maduro e a primeira-dama.
  • O primeiro passo seria “estabilizar” o país, apreendendo e vendendo entre trinta milhões e cinquenta milhões de barris de petróleo, com Washington controlando a distribuição do dinheiro.
  • A segunda etapa, de suposta “recuperação”, buscaria garantir que empresas norte-americanas e ocidentais tenham acesso ao mercado venezuelano de forma justa.
  • A terceira etapa seria a de “transição”; Rubio não detalhou como ocorreria, dizendo apenas que seria necessária uma reconciliação nacional para anistiar, libertar ou repatriar opositores e reconstruir a sociedade civil; Delcy Rodríguez assumiu o comando do Palácio de Miraflores na segunda-feira, dia cinco.
  • Reações: a porta-voz da Casa Branca afirmou que os Estados Unidos “ditarão” as decisões do governo venezuelano, e o secretário de Energia disse que as vendas de petróleo venezuelano seriam controladas “indefinidamente”; o senador Chris Murphy classificou o plano como insano.

O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, apresentou nesta quarta-feira um plano em três etapas para a Venezuela. A proposta surge quatro dias após ações norte-americanas contra o governo de Nicolás Maduro e a prisão da primeira-dama, Cilia Flores. Na semana anterior, Delcy Rodríguez passou a chefiar o Palácio de Miraflores.

Rubio afirmou que o plano não é improvisado, apesar de não detalhar cada etapa. A primeira fase seria estabilizar o país, com a apreensão e venda de entre 30 milhões e 50 milhões de barris de petróleo. O governo americano manteria o controle sobre a renda obtida com o petróleo.

A segunda etapa previa assegurar que empresas norte-americanas e ocidentais tenham acesso justo ao mercado venezuelano. A terceira etapa, referida como transição, não teve implementação descrita pelo chanceler. As autoridades dizem buscar uma reconciliação nacional para o retorno da normalidade institucional.

A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, indicou que Washington pretende ditar as decisões no país vizinho, citando influência sobre as autoridades interinas. O secretário de Energia, Chris Wright, afirmou que as vendas de petróleo venezuelano ficariam sob controle americano de forma indefinida.

A reação no Senado foi rápida. O senador democrata Chris Murphy classificou o plano como insano, afirmando que envolve o saque de petróleo venezuelano por período prolongado para pressão externa. A crítica destacou a gravidade da proposta para o país latino-americano.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais