- O saldo de mortes subiu para 39 após o naufrágio de um barco de migrantes a caminho da Europa, ocorrido na véspera de Ano Novo perto da costa da Gâmbia.
- Autoridades gambianas informam que mais de 200 pessoas estavam a bordo; até quarta-feira, 112 foram resgatadas.
- Dos 39 mortos, 24 foram encontrados em território gambiano e 15 em território senegalês; entre os passageiros havia cidadãos de Gâmbia, Senegal, Guiné, Mali, Costa do Marfim, Burquina Faso e Serra Leoa.
- Sobreviventes disseram que a embarcação estava superlotada e deteriorada, e que muitos buscavam melhores oportunidades na Europa.
- Em 2025, a Gâmbia interceptou mais de 2.700 migrantes irregulares; a rota Oeste-Africana para a União Europeia registrou queda de 60% nos primeiros 11 meses, segundo a Frontex.
Trinta e nove migrantes morreram após o barco em que viajavam rumo à Europa afundar ao largo da costa da Gâmbia na véspera de Ano Novo. Dois oficiais do governo confirmaram a cifra a Reuters, enquanto sobreviventes descreveram a embarcação como “superlotada e deteriorada”.
Até quarta-feira, 112 pessoas haviam sido resgatadas, segundo Sima Lowe, porta-voz do Departamento de Imigração da Gâmbia, e uma alta autoridade da Defesa que pediu para não ser identificada. A defesa havia divulgado, na semana anterior, sete mortos e mais de 200 potenciais ocupantes a bordo.
A rota de imigração usada por africanos ocidentais que tentam chegar à Espanha via ilhas Canárias é entre as mais mortais do mundo. Surviventes relatam ter deixado o país com destino a qualquer lugar na Europa, após episódios de desorientação e risco extremo.
Os relatos de quem sobreviveu, recebidos após alta hospitalar na Gâmbia, indicam que o barco seguia para o continente europeu. Um sobrevivente descreveu a viagem como traumática, enquanto outro contou que conhecia nadar, o que ajudou na travessia.
Entre os 39 mortos, 24 foram encontrados em território gambiano e 15 em território senegalês, segundo a fonte do governo. A lista de passageiros incluía cidadãos da Gâmbia, Senegal, Guiné, Mali, Costa do Marfim, Burkina Faso e Serra Leoa, acrescentou a autoridade.
Os relatos indicam que muitos viajavam por razões econômicas, buscando melhores oportunidades. Um sobrevivente citou a influência de familiares na Europa e o desejo de sustentar a família como motivação para seguir a rota irregular.
Segundo o governo da Gâmbia, foram interceptados mais de 2.700 migrantes irregulares em 2025. Pelas estimativas da Frontex, agência de fronteiras da UE, a migração irregular pela rota da África Ocidental para a UE caiu cerca de 60% nos primeiros 11 meses de 2025, devido a ações preventivas.
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