- Delcy Rodríguez afirmou que narcotráfico e direitos humanos foram desculpa; o motivo real é o petróleo, durante reunião em Miraflores com deputados da nova Assembleia.
- Disse que não é extraordinário que as relações econômicas existam entre Estados Unidos e Venezuela; apontou que 71% das exportações vão a oito países e 27% aos EUA, e que não haverá investimentos tutelados.
- Reforçou a defesa da soberania comercial e que os recursos energéticos devem servir ao desenvolvimento do país e de outros, criticando a voracidade energética do norte global.
- Acusou a oposição de apoiar o fascismo e o extremismo, dizendo que a “ferida” de 3 de janeiro foi fomentada por aliados estrangeiros e que é preciso um diálogo para sanar os danos da intervenção dos EUA.
- PDVSA informou negociações comerciais com os EUA dias após bombardeios e a captura do líder chavista; Cabello elevou o número de mortos na operação para cerca de 100.
Delcy Rodríguez, presidenta da Venezuela, comentou de forma velada o anúncio recente do presidente dos EUA, Donald Trump, sobre direcionar parte da renda de petróleo para compras apenas de produtos estadunidenses. A fala ocorreu durante reunião em Miraflores com uma comissão de deputados da nova Assembleia, incluindo opositores.
A chefe de Estado afirmou que não haverá investimentos tutelados e que Venezuela deve manter relações econômicas com todos os países do hemisfério. Segundo ela, 71% das exportações vão para oito países e 27% para os Estados Unidos, números apresentados para justificar a autonomia econômica.
Rodríguez associou a intervenção dos EUA a uma mancha na relação entre os dois países, afirmando que o narcotráfico e os direitos humanos teriam sido usados como pretexto para justificar ações contra a Venezuela, com o real objetivo no petróleo.
Em paralelo, a estatal PDVSA informou negociações comerciais com os EUA, em meio a bombardeios recentes e à captura do líder do chavismo. O governo aponta que a relação econômica pode seguir, com respeito à soberania venezuelana.
Enquanto isso, o discurso oficial enfatizou a soberania comercial do país frente a terceiros, com a ideia de que recursos energéticos devem servir ao desenvolvimento interno e a parceiros globais. A oposição critica o tom confrontacional do governo.
Cerca de dois outros temas ganharam espaço: Cabello indicou, em programa de TV, que o saldo de vítimas na noite de 3 de janeiro é de 100, elevando o número de mortos para além de relatos anteriores. O ministro também comentou a participação de Cilia Flores no episódio, afirmando que teria tido papel relevante para a proteção de autoridades.
Esses acontecimentos ocorrem em meio a uma conjuntura de tensões políticas e diplomáticas, com discurso dual entre cooperação com Washington e críticas a governos estrangeiros. O governo venezuelano reforça a ideia de que a intervenção externa busca exploracao de recursos naturais.
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