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Irã entra em blackout de internet conforme protestos econômicos se expandem

Internet é cortada no Irã à medida que protestos se espalham por todas as províncias, com violência crescente e ao menos 45 mortos e centenas detidos

Protesters march on a bridge in Tehran, Iran. The IHR said Wednesday was the bloodiest day of the demonstrations with 13 protesters confirmed to have been killed.
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  • Irã entrou em blackout total de internet na noite de quinta-feira, à medida que protestos contra a economia se espalham pelo país, segundo o monitor NetBlocks.
  • A Iran Human Rights afirma que forças de segurança mataram pelo menos 45 manifestantes desde o início dos protestos, incluindo oito crianças, com 13 mortes no dia anterior.
  • Os protestos chegaram a todas as 31 províncias, e lojistas em regiões curdas aderiram a greve geral.
  • A desvalorização da moeda e o fim do câmbio subsidiado elevaram os preços de alimentos e remédios, respectivamente em mais de setenta por cento e cerca de cinquenta por cento.
  • O ex-príncipe Reza Pahlavi pediu que os iranianos protestem e gritem de suas janelas; autoridades atribuem violência a vândalos, rioters e agentes estrangeiros, enquanto a situação econômica complica a resposta do governo.

Iran viveu um blackout total da internet na noite de quinta-feira, enquanto protestos contra a situação econômica se espalhavam pelo país. As autoridades não confirmaram a causa, mas o monitoramento independente NetBlocks já havia apontado falhas em cidades do oeste.

Segundo a Iran Human Rights (IHR), forças de segurança estão associadas a pelo menos 45 mortos desde o início das manifestações no fim de dezembro, incluindo oito crianças. O governo nega números finais oficiais e aponta violência durante os protestos, sem detalhar índices.

Shopkeepers obedeceram a um chamado de sete grupos kurdos para uma greve geral, fechando estabelecimentos em regiões do Kurdistão e em várias cidades. Os protestos atingiram todas as 31 províncias do país na 12ª noite de mobilização.

Progresso das manifestações

Vídeos nas redes sociais mostram a derrubada de uma estátua associada a Qassem Suleimani, no sul da província de Fars. Organizações de direitos humanos indicam que o movimento se tornou o mais intenso dos últimos três anos.

Polícia estatal informou, via fontes oficiais, que houve mortes entre manifestantes e forças de segurança desde o início dos choques, com contagens divergentes entre veículos de imprensa e ONG. A cobertura varia conforme a fonte consultada.

Mas o movimento não mantém um líder único e, diferentemente de 2022, não apresentou figura central agregadora. O exilado Reza Pahlavi pediu que iranians manifestassem de casa, sinalizando possíveis próximos chamados.

Contexto econômico e resposta governamental

O gatilho central é a queda abrupta da moeda e a crise econômica, com fim de subsídios a câmbio de importação. Preços de alimentos e remédios dispararam, impactando o cotidiano e alimentando o descontentamento popular.

O governo reconhece dificuldades, atribuindo parte dos problemas a fatores externos e a sanções. Promete combate à corrupção e à prática de reajustes abusivos, mas sustenta ter recursos limitados para enfrentar a crise.

Repercussões internacionais

O governo americano sinalizou possibilidade de intervenção em caso de violência extrema contra manifestantes, repercutindo no cenário regional. Autoridades iranianas responderam, com ameaças de ações preventivas contra ameaças externas.

Conflitos com a imprensa oficial e relatos de ataques a instituições de segurança também foram registrados, elevando a tensão entre autoridades e manifestantes durante a série de protestos.

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