- Autoridades iranianas bloquearam o acesso à internet, impedindo conexões ou serviços do exterior.
- As manifestações, que já duram 12 dias, deixaram pelo menos 45 mortos, incluindo oito crianças, e centenas de detidos.
- A NetBlocks afirmou que o país vive um “apagão” de internet em nível nacional, após séries de censuras digitais.
- Donald Trump ameaçou Teerã com o “inferno” caso as forças de segurança passem a matar pessoas durante os distúrbios.
- Funcionários relataram queda de serviços externos e indisponibilidade de VPNs; em Teerã, comércio e cafés ficaram fechados e houve grande presença policial.
O Irã restringiu nesta quinta-feira o acesso à internet, impedindo conexões ou serviços fora do país, em meio a protestos que já duram 12 dias. A medida ocorre após uma série de bloqueios digitais anteriores, segundo monitoramento de redes.
A organização NetBlocks reportou em X um “apagão” de internet em nível nacional, destacando que o episódio acompanha compressões para conter as manifestações em várias cidades. Ao todo, o movimento já deixou mortos e feridos.
De acordo com a ONG Iran Human Rights, com sede em Oslo, pelo menos 45 manifestantes morreram, incluindo oito crianças, nos primeiros 12 dias de protestos. Centenas ficaram detidas, com uso de munhão real relatado pelas autoridades, segundo a ONG.
As manifestações emergem sob pressão econômica e caída do rial, agravadas por sanções dos EUA. O governo afirma que as ações visam restaurar a ordem pública diante dos distúrbios.
Donald Trump advertiu Teerã, dizendo que, se as forças de segurança começarem a matar pessoas durante os protestos, Irã enfrentará consequências duras. A declaração foi feita em entrevista a um comentarista de TV.
Em Teerã, videomonitoramento mostrou lojas fechadas e menos movimento nas vias, com forte presença policial. Na região norte da capital, moradores descreveram ruas vazias e intervenções de forças de segurança durante o fim de tarde.
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