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Lula discute com Canadá e México sobre agressão dos EUA à Venezuela

Lula discute Venezuela com Carney e Sheinbaum; condenam uso da força, defendem multilateralismo e avançam acordo Mercosul-Canadá

O primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, o presidente Lula (PT) e a presidenta do México, Claudia. Fotos: Dave Chan/Evaristo Sá/Yuri Cortez/AFP
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  • Lula ligou para o primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, e para a presidenta do México, Claudia Sheinbaum, para tratar da agressão dos EUA à Venezuela.
  • Com Carney, Lula condenou o uso da força sem amparo na Carta das Nações Unidas e disse que o destino da Venezuela deve ser decidido pelo seu povo.
  • Ambos destacaram a necessidade de reformar as instituições de governança global e combinaram a visita de Carney ao Brasil em abril para aprofundar relações e o comércio.
  • Avanço acelerado nas negociações de um acordo comercial entre Mercosul e Canadá.
  • Com Sheinbaum, rejeitaram a ideia de zonas de influência, defenderam o multilateralismo e o livre-comércio, e ficaram de promover cooperação no combate à violência contra a mulher, com visita de Sheinbaum ao Brasil a ser marcada.

O presidente Lula ligou para o primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, e para a presidenta do México, Claudia Sheinbaum, na tarde de quinta-feira, para tratar da agressão dos EUA à Venezuela e suas consequências na região. O contato ocorreu por telefone, sem local específico reportado.

Com Carney, Lula condenou o uso da força sem amparo na Carta das Nações Unidas e no direito internacional. O presidente brasileiro ressaltou que o destino da Venezuela deve ser decidido pelo seu povo e que a América do Sul deve permanecer como zona de paz.

Ainda durante a conversa, ficou acordada a necessidade de reformar as instituições de governança global. Carney aceitou visitar o Brasil em abril, com o objetivo de aprofundar relações bilaterais e ampliar o comércio entre os dois países. Também houve progressos nas negociações entre Mercosul e Canadá.

Na conversa com Sheinbaum, os líderes rejeitaram visões que dividam o mundo em zonas de influência. Reiteraram o compromisso com o multilateralismo, o direito internacional e o livre comércio. Lula convidou a presidenta mexicana para uma visita ao Brasil, a ser agendada.

Foi acordada ainda a cooperação entre Brasil e México no combate à violência contra a mulher, com intenção de ampliar ações conjuntas e intercâmbio de boas práticas. As três partes mantêm o diálogo aberto sobre temas de interesse regional.

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