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Lula discute transição de poder na Venezuela em conversa com premiê do Canadá

Lula e Mark Carney discutem transição pacífica na Venezuela, liderada pelo povo, com respeito à soberania e ao direito internacional

Lula discursa na abertura da COP em Belém — Foto: Reuters/Adriano Machado
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  • Lula conversou com o primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, sobre a situação na Venezuela.
  • Os dois reafirmaram apoio a uma transição pacífica, negociada e liderada pelo povo venezuelano, com respeito ao direito internacional e à soberania.
  • O presidente brasileiro também falou com o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, sobre a Venezuela, destacando a necessidade de vias pacíficas para a crise.
  • Segundo a Venezuela, a operação dos Estados Unidos no sábado resultou na captura de Nicolás Maduro e deixou cerca de 100 mortos.
  • Brasil e outros 21 países condenaram a ação no Conselho de Segurança da ONU, destacando o precedente perigoso para a paz regional e a ordem internacional.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva conversou nesta quinta-feira, 8, por telefone com o primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, sobre a Venezuela. O governo canadense informou o diálogo e o apoio a uma transição pacífica, liderada pelos venezuelanos, respeitando o direito internacional e a soberania.

Pelo menos uma segunda conversa ocorreu no mesmo dia: Lula também falou com o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, sobre a Venezuela. Os dois concordaram que a crise deve ser resolvida por meios pacíficos, com a vontade do povo venezuelano em foco.

Contexto internacional

O governo venezuelano afirma que, no sábado anterior, os Estados Unidos realizaram uma operação que resultou na captura do ditador Nicolás Maduro e provocou cerca de 100 mortes, entre civis e militares.

O Itamaraty informou ainda que Lula e Petro defenderam que quaisquer medidas ocorram sem uso de força e com respeito ao direito internacional. A nota conjunta acusou o ataque de set a criar um precedente perigoso para a paz na região.

No mesmo fim de semana, Lula divulgou uma nota condenando o ataque, ressaltando que houve violação à soberania venezuelana. Em uma reunião do Conselho de Segurança da ONU, Brasil e 21 países também condenaram a operação.

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