- O presidente Luiz Inácio Lula da Silva ligou para o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, nesta quinta-feira 8, para tratar das consequências do ataque dos EUA à Venezuela.
- Ambos expressaram grande preocupação com o uso da força, violação ao direito internacional, à Carta das Nações Unidas e à soberania venezuelana.
- Lula e Petro concordaram que a solução da crise venezuelana deve ocorrer por meios pacíficos, com negociação e respeito à vontade da população local.
- A dupla afirmou que as ações militares contra Caracas representam um precedente perigoso para a região e para a ordem internacional, reforçando a cooperação em prol da paz e estabilidade na Venezuela.
- Petro, horas antes, conversou com o presidente dos EUA, Donald Trump, que o convidou para visitar a Casa Branca; Petro convocou marchas em Bogotá contra as ameaças e disse que prefere o diálogo à guerra.
Desde Brasília, o Palácio do Planalto informou que o presidente Lula manteve conversa por telefone com Gustavo Petro, presidente da Colômbia, nesta quinta-feira 8. O tema foi as consequências do ataque norte-americano à Venezuela e as respectivas repercussões regionais. Ambos expressaram preocupação com o uso da força e com o respeito ao direito internacional.
Segundo o Planalto, Lula e Petro reiteraram a necessidade de solução pacífica da crise venezuelana, por meio de negociação e observando a vontade da população local. Afirmaram que ações militares contra Caracas criam um precedente perigoso para a ordem regional e internacional.
O Planalto também destacou a atuação conjunta de Brasil e Colômbia na promoção da paz e da estabilidade na Venezuela, com fronteiras compartilhadas. O diálogo ocorreu após Petro ter conversado com o presidente dos EUA, Donald Trump, que o convidou a visitar a Casa Branca.
Desdobramentos diplomáticos e agenda regional
Petro também se manifestou publicamente após a ligação com Trump, em Bogotá, onde uma multidão se reuniu em repúdio às ameaças do presidente norte-americano. O colombiano enfatizou que sem diálogo não há solução e que a guerra não é desejável.
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