- Macron afirmou, via redes sociais, que votará contra a assinatura do acordo de livre comércio entre a União Europeia e o Mercosul.
- O francês diz que o acordo está desatualizado, negociado há muito tempo (mandato de 1999) e que os benefícios econômicos seriam limitados para a França e a Europa.
- A decisão será levada ao Conselho da União Europeia na reunião de sexta-feira, em Bruxelas.
- Além da França, Irlanda, Polônia e Hungria são contra; Alemanha e Espanha são favoráveis; a Itália ainda não se definiu, mas sinalizou apoio.
- A assinatura do documento pode ocorrer na próxima semana.
Em ambos os casos, o presidente francês Emmanuel Macron afirmou pelas redes sociais nesta quinta-feira que votará contra a assinatura do acordo de livre comércio entre a União Europeia e o Mercosul. Segundo Macron, o acordo está desatualizado e com mandato de negociação de 1999, o que comprometeria ganhos econômicos para França e UE.
A posição francesa reflete resistência histórica do governo aos termos do acordo, alimentada pela pressão de agricultores locais temendo a concorrência sul-americana. A decisão de veto será levada à reunião do Conselho da UE, em Bruxelas, na sexta-feira.
Reações e cenários entre os membros da UE
Além de França, Irlanda, Polônia e Hungria também são contrárias ao pacto. Alemanha e Espanha apoiam a assinatura, enquanto a Itália sinalizou apoio provável, ainda que não tenha se definido formalmente.
A assinatura do acordo pode ocorrer na próxima semana, dependendo do alinhamento entre os 27 Estados-membros e do andamento das deliberações em Bruxelas.
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