- Os EUA anunciaram a saída de dezenas de organismos internacionais, incluindo a Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (UNFCCC) e o Fundo Verde do Clima (Green Climate Fund – GCF), conforme informado nesta quarta-feira (7).
- O secretário-executivo da UNFCCC, Simon Stiell, classificou a decisão como um “gol contra colossal” que poderá deixar os EUA menos seguros e prósperos, com impactos na economia, empregos e padrão de vida.
- Além da UNFCCC, os EUA também deixaram o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC); ao todo, o país saiu de setenta e várias organizações, totalizando sessenta e seis segundo o anúncio.
- Na prática, a saída pode encarecer itens como energia, alimentos, transporte e seguros para famílias e empresas, ainda que fontes renováveis Loom continuem a ficar mais baratas que combustíveis fósseis.
- O Instituto Talanoa avalia que o movimento representa um choque político, com risco de queda no financiamento e na coordenação global; o Tesouro dos EUA justificou a saída citando que o GCF é uma organização radical e que o país seguirá priorizando outros objetivos energéticos.
Os Estados Unidos anunciaram a retirada de várias organizações multilaterais, com destaque para a Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (UNFCCC) e o Green Climate Fund (GCF). O governo de Donald Trump também deixou o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC). A decisão é alvo de críticas por parte de órgãos vinculados às negociações climáticas da ONU. Segundo a UNFCCC, a medida representa um revés significativo para a cooperação global e para ações climáticas.
A UNFCCC confirmou que os EUA se retiraram de um total de 66 organizações internacionais. O secretário-executivo da UNFCCC, Simon Stiell, afirmou que a saída prejudica a liderança global, a cooperação climática e a ciência, impactando economia, empregos e padrões de vida. A decisão foi anunciada nesta quarta-feira (7).
Impactos globais e nacionais
Especialistas apontam que a saída pode encarecer energia, alimentos, transporte e seguros nos Estados Unidos, à medida que fontes renováveis ganham competitividade frente aos combustíveis fósseis. Desastres climáticos envolvendo incêndios, enchentes e secas aumentariam a pressão sobre famílias e empresas americanas.
Visão de organizações brasileiras
O Instituto Talanoa, atuante no debate climático no Brasil, classifica a medida como um choque político em meio à crise climática global. A instituição alerta que o regime multilateral segue funcionando, mas o financiamento internacional tende a cair.
Contexto político e energético
O Tesouro dos EUA informou que a decisão se baseia em prioridades nacionais e criticou o GCF como uma organização radical. O governo afirma buscar avanços em todas as fontes de energia acessíveis e confiáveis, mantendo o foco no crescimento econômico e na redução da pobreza.
Entre na conversa da comunidade