- O Senado dos Estados Unidos deve votar nesta quinta-feira uma resolução de poderes de guerra para exigir autorização do Congresso antes de ações militares contra a Venezuela.
- a proposta foi apresentada pelo senador democrata Tim Kaine.
- o objetivo é responder à raid de sábado que capturou Nicolás Maduro e a ausência de aviso prévio ao Congresso sobre a operação.
- alguns republicanos já criticaram a ação e houve apoio e críticas entre democratas, com dissidências destacadas no plenário.
- Kaine sinalizou a possibilidade de novas resoluções sobre hostilidades a outros países, como Nigeria, Cuba, México e Colômbia.
O Senado dos Estados Unidos deve votar nesta quinta-feira uma resolução de poderes de guerra proposta pelos democratas para impedir que o presidente Donald Trump adote novas ações militares contra a Venezuela. A medida, apresentada pelo senador Kaine, exige autorização do Congresso para qualquer ataque ou uso das forças armadas no país.
A proposta surge após a operação de
sábado que resultou na apreensão de Nicolás Maduro em Caracas e na sua transferência para Nova York, onde enfrenta acusações de narcoterrorismo. O episódio gerou pedidos de transparência sobre a decisão de usar força externa.
Kaine afirmou que o Congresso precisa esclarecer à população a atuação dos EUA e avaliou que a guerra deve ser recurso extremo, com aprovação parlamentar. O posicionamento busca frear a ação militar sem consulta prévia ao Legislativo.
A resistência entre republicanos amplia o desgaste político. Rand Paul e Lisa Murkowski são as exceções que apoiam resoluções anteriores. Outros membros do partido elogiaram as ações de Trump como demonstração de firmeza.
Na Câmara, o líder republicano Mike Johnson afirmou que a detenção de Maduro reforça a segurança mundial, citando o apoio de autoridades de defesa e diplomacia. O tema divide o Congresso, com chances de novas propostas.
Ao longo das semanas, democratas também apresentaram outras propostas para conter hostilidades com Nigéria, Cuba, México e Colômbia, países atingidos em ações anteriores. O objetivo é ampliar o escrutínio sobre o uso da força.
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