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Três navios partem para os EUA com petróleo venezuelano

Três navios fretados pela Chevron seguem para os EUA com petróleo venezuelano; Trump afirma entrega entre trinta e cinquenta milhões de barris sob sanções

A sede da PDVSA, em Caracas. Foto: Miguel Zambrano/AFP
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  • Três navios fretados pela Chevron seguem para os Estados Unidos com petróleo venezuelano, segundo análise da AFP com dados de acompanhamento, em oito de janeiro.
  • O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que Caracas entregaria aos EUA entre trinta milhões e cinquenta milhões de barris sob sanções.
  • Um dos cargueiros, Ionic Anassa, navegava frente a Cuba em direção ao porto de Pascagoula, no Mississippi, após ser carregado em Bajo Grande; Nave Photon estava ao norte de Caracas e mira o terminal de Freeport, no Texas, com Mediterranian Voyager próximas.
  • Dois petroleiros, Minerva Gloria e Searuby, estavam em Bajo Grande nesta quinta; outros seis navios, aparentemente vazios, se dirigiam à Venezuela.
  • A Chevron não comentou as operações; o bloqueio naval não afeta os navios fretados pela empresa. As reservas de petróleo venezuelanas somam mais de vinte e dois milhões de barris, e mais de dezesseis milhões estavam armazenados em navios usados como depósitos.

Três navios fretados pela Chevron se dirigem aos Estados Unidos nesta quinta-feira, levando petróleo da Venezuela, segundo análise da AFP com dados de acompanhamento marítimo. Outras duas embarcações fretadas pela Chevron estavam fundeadas no porto da refinaria de Bajo Grande, no oeste venezuelano, e seis seguiam rumo ao país. A Chevron opera remessas regulares para os EUA como única firma americana na Venezuela.

Trump afirmou, na terça-feira, que Caracas entregaria aos EUA entre 30 milhões e 50 milhões de barris de petróleo “sob sanções”. A declaração alimenta a narrativa sobre pressões diplomáticas e sanções envolvendo o setor petrolífero venezuelano.

O bloqueio naval imposto por Washington não atingiria os navios fretados pela Chevron, segundo analistas da plataforma Kpler. O escoamento regulado permanece, porém, sob rigidez de sanções para petroleiros vinculados a Caracas.

Um dos petroleiros, o Ionic Anassa, foi visto navegando em frente a Cuba em direção ao porto de Pascagoula, no Mississippi, após carregar em Bajo Grande em 4 de janeiro. O Nave Photon seguiu ao norte de Caracas, chegando ao terminal de José, no leste venezuelano, em 5 de janeiro. Ambos têm como destino o porto de Freeport, no Texas.

Na mesma linha, os navios Minerva Gloria e Searuby estavam ativos em Bajo Grande nesta quinta-feira, com seis outros cargueiros, aparentemente vazios, rumando à Venezuela. A operação reflete remessas cobrindo a demanda contínua dos EUA.

Segundo a última estimativa da Kpler, as reservas terrestres de petróleo cru na Venezuela ultrapassam 22 milhões de barris, aproximadamente metade da capacidade de armazenamento do país. O volume flutuante de petróleo sob sanções também aumentou, com mais de 16 milhões de barris em navios usados como depósitos temporários.

A Chevron, questionada sobre as operações, não comentou o assunto. Fontes próximas às atividades ressaltam que a empresa mantém sua logística de exportação dentro dos limites impostos pelas sanções.

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