- Trump afirmou em entrevista ao New York Times que os EUA poderiam supervisionar a Venezuela e controlar as receitas de petróleo por anos.
- Questionado sobre a duração, ele disse que seria muito mais longo do que meses ou um ano.
- O governo pretende se reunir com chefes de grandes empresas de petróleo na Casa Branca para discutir o aumento da produção venezuelana; estariam presentes Exxon Mobil, ConocoPhillips e Chevron.
- Trump disse estar em comunicação constante com a governante interina Delcy Rodríguez, aliada de Maduro.
- Uma ligação com o presidente colombiano Gustavo Petro ajudou a reduzir a tensão, com Petro descrevendo a conversa como cordial.
A administração dos Estados Unidos afirmou que pode manter a supervisão sobre a Venezuela e controlar suas receitas de petróleo por anos. A afirmação foi feita pelo presidente Donald Trump em entrevista publicada nesta quinta-feira pelo New York Times, após uma conversa de cerca de duas horas.
Trump disse que o período de supervisão dependerá do tempo e que pode se estender muito além de meses. Ele citou a ideia de reconstruir a Venezuela de forma lucrativa, afirmando que os futuros benefícios incluiriam uso do petróleo para reduzir preços e facilitar recursos para o país.
O presidente explicou que os EUA trabalharão com o governo interino liderado pela presidente venezuelana Delcy Rodríguez, aliada de longa data de Nicolás Maduro. A imposição de medidas inclui manter controle sobre a produção e as receitas do petróleo.
Diálogo com Colombia e mudanças de tom
A Times descreveu que Trump não respondeu sobre por que não entregou o poder à oposição venezuelana, previamente reconhecida por Washington como vitoriosa em 2024. Ostentou o recebimento de uma visão de cooperação com a atual gestão.
O jornal relatou ainda que Trump participou de uma ligação com o presidente colombiano Gustavo Petro, cuja conversa foi descrita como cordial. O conteúdo da ligação foi registrado como off the record pelos repórteres presentes.
Planos econômicos e reuniões previstas
Segundo a Times, Trump revelou um plano para refinar e vender até 50 milhões de barris de petróleo venezuelano retidos pela atual política de bloqueio. Ele afirmou que a administração está em comunicação constante com o governo de Rodríguez.
Empresas de óleo estadunidenses devem participar de uma reunião no Salão Oeste da Casa Branca para discutir medidas para aumentar a produção venezuelana. Representantes da Exxon Mobil, ConocoPhillips e Chevron devem assistir ao encontro.
O Departamento de Energia dos EUA indicou que as companhias devem atuar como consultoras e parceiras na recuperação da indústria petrolífera venezuelana. Autoridades ressaltaram que o objetivo é restaurar a produção sem ocupação militar.
Contexto e cenário econômico
A Venezuela detém uma das maiores reservas de petróleo do mundo, mas enfrenta crise econômica há décadas. O país vive migração maciça e pressão internacional por reformas. Washington e a oposição venezuelana responsabilizam a gestão de Maduro por má gestão e corrupção.
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