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Trump diz que supervisão dos EUA sobre a Venezuela pode durar anos

Trump diz que a supervisão dos EUA sobre a Venezuela pode durar anos e prevê refinar e vender até 50 milhões de barris de petróleo, mantendo diálogo com Petro

U.S. President Donald Trump addresses House Republicans at their annual issues conference retreat, at the Kennedy Center, renamed the Trump-Kennedy Center by the Trump-appointed board of directors, in Washington, D.C., U.S., January 6, 2026. REUTERS/Kevin Lamarque
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  • EUA podem supervisionar a Venezuela e controlar sua receita de petróleo por anos, segundo Donald Trump em entrevista publicada pelo The New York Times nesta quinta-feira (8).
  • A matéria descreveu a entrevista como de duas horas e apontou que Trump pareceu recuar de uma ameaça de ação militar contra a Colômbia, convidando o presidente colombiano Gustavo Petro para visitar Washington.
  • Trump afirmou que não há prazo para a supervisão e disse que, “muito mais tempo”, seria o indicado; também comentou que pretende reconstruir a Venezuela de forma lucrativa, citando uso do petróleo.
  • O presidente afirmou ter boa relação com a presidente interina Delcy Rodríguez e afirmou que Marco Rubio fala com ela o tempo todo.
  • O Times relatou uma ligação entre Trump e Petro, descrita como cordial, com Petro descrevendo a conversa como positiva e mencionando a abordagem sobre drogas; a ligação durou cerca de uma hora.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou em entrevista ao The New York Times publicada nesta quinta-feira que a supervisão americana sobre a Venezuela e o controle de sua receita de petróleo podem se estender por anos. A matéria descreve a entrevista como extensa, com duração de cerca de duas horas.

Trump sinalizou que o período de supervisão não teria prazo curto, dizendo que poderia durar muito tempo, sem especificar prazos exatos. O jornal também aponta que o presidente pareceu amenizar uma ameaça anterior de ação militar contra a Colômbia, convidando o líder colombiano para visitar Washington.

O pedido de reconstrução da economia venezuelana foi destacado pelo presidente, que também mencionou a atuação de tropas norte-americanas em ações anteriores contra o governo de Nicolás Maduro. Em relação ao petróleo, Trump afirmou que os EUA pretendem explorar e beneficiar-se da produção venezuelana para reduzir preços mundiais.

O Times afirma que Trump mantém boa relação com Delcy Rodríguez, presidente interina da Venezuela, que atua como aliada de Maduro. A entrevista manteve o tema da gestão venezuelana sob controle externo, sem detalhes sobre uma transição de poder.

Quanto ao uso de petróleo venezuelano, o jornal relata planos para refinar e vender parte do petróleo retido por sanções, com a ideia de desbloquear receitas para a economia venezuelana. O presidente afirmou ter estabilidade na comunicação com a liderança venezuelana.

O Times descreveu uma ligação entre Trump e o presidente colombiano Gustavo Petro como cordial, durante a qual foram discutidas questões de drogas e outros desentendimentos. A entrevista também aponta que, apesar de críticas anteriores, não houve anúncio de ações militares imediatas.

O conteúdo completo da entrevista permanece sob confidencialidade para o público, segundo o The New York Times, que reforça a presença das discussões estratégicas sobre Venezuela, petróleo e relação com a Colômbia.

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