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Agente do ICE que atirou em Renee Good era instrutor de armas, diz depoimento

Depoimento aponta que o agente da ICE, veterano da força tática e instrutor de armas, chefiou operação que resultou na morte de Renee Good

MINNEAPOLIS MN. JANUARY 2026 A flier on a street post shows a picture of Renee Nicole Good on January 8 2026 in Minneapolis, Minnesota.
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  • O agente da Agência de Imigração e Alfândega (ICE), Jonathan Ross, é apontado como o responsável pelo tiro que matou Renee Good em Minneapolis, segundo depoimento em tribunal nos Estados Unidos.
  • Ross é veterano da divisão de Execução e Remoção, integrou a equipe Special Response Team e já atuou como instrutor de armas de fogo.
  • O depoimento remete a um incidente de junho, durante tentativa de prender Roberto Carlos Muñoz-Guatemala, quando os agentes não tinham autorização para invadir a residência próxima a uma escola.
  • Segundo o testemunho, Ross abordou Muñoz-Guatemala, quebrou a janela do veículo e houve uma perseguição; Muñoz-Guatemala afirmou ter sido agredido e foi preso e condenado por agressão a oficial federal com arma.
  • A DHS afirmou que não divulgará o nome do agente e que a investigação do FBI está em andamento; vídeos e reportagens associadas trazem as imagens do que ocorreu durante a abordagem.

Jonathan Ross, agente do ICE, foi apontado como autor dos disparos que tiraram a vida de Renee Good, em Minneapolis, na quarta-feira. O episódio ocorreu durante uma ação de fiscalização de imigração. A investigação federal está em andamento para esclarecer as circunstâncias do ataque.

Ross, de 37 anos, integra a Enforcement and Removal Operations do ICE e atua também como instrutor de armas de fogo. Segundo depoimento judicial obtido pela WIRED, ele já liderou equipes de diferentes agências federais, incluindo o FBI, em ações de cumprimento de leis de imigração.

O depoimento decorre de um julgamento em dezembro de 2025 relacionado a um incidente em junho. Na operação, a equipe buscava um homem com mandado administrativo por estar no país sem autorização. Como a residência ficava em área em frente a uma escola, não houve entrada na casa.

Conforme o testemunho, Ross abordou o motorista do veículo, pediu para que abrisse a porta e quebrou a janela traseira. O motorista, Muñoz-Guatemala, acelerou o carro, puxando o agente para fora. Ross relatou ter sido arrastado a uma velocidade que estimou em 40 mph ou mais.

Durante o arrasto, o agente teria atirado um Taser no homem, que continuou dirigindo. Muñoz-Guatemala acabou chamando a polícia para relatar agressão por parte dos agentes, o que resultou em sua prisão. Ele foi condenado recentemente por agressão contra um oficial federal com arma perigosa.

Testemunhas e confirmações de veículos de imprensa indicam que Good, mãe e recém-chegada a Minneapolis, foi baleada enquanto tentava deixar a cena da operação de imigração. Vídeos analisados por veículos como NYT e Washington Post sugerem disparos contra o veículo em movimento, sem evidência inicial de contato direto com a pancada do carro.

Durante a recente coletiva na Casa Branca, o vice-presidente discutiu detalhes da atuação de Ross, destacando o histórico de confrontos com veículos e o incidente anterior envolvendo Ross, sem emitir julgamentos sobre o comportamento do agente.

O secretário do DHS, Kirsti Noem, qualificou as ações de Good como um ato intencional de terrorismo doméstico, conforme declarações oficiais. A investigação da FBI continua para apurar responsabilizações e procedimentos seguidos na operação.

Segundo a directora de comunicações do DHS, Tricia McLaughlin, o departamento não divulgará o nome do agente envolvido. Ela ressaltou que as forças de imigração atuam sob constante ameaça e que a divulgação de informações pode expor agentes a riscos.

O caso envolve ainda o histórico de Ross no serviço público, que inclui passagem pelo Exército e pela guarda nacional, além de atividades como agente de patrulha de fronteira e analista de inteligência, antes de ingressar no ICE em 2015.

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