- Embaixadores da União Europeia aprovaram provisoriamente o acordo comercial com o Mercosul, que pode ser o maior pacto do bloco.
- Ainda falta a confirmação escrita dos votos pelas capitais até as 17h em Bruxelas (13h em Brasília) para que o acordo siga para assinatura de Ursula von der Leyen e envio ao Parlamento Europeu.
- A Comissão Europeia defende o acordo como forma de abrir mercados, compensar perdas com tarifas dos Estados Unidos e reduzir a dependência da China.
- Oppositores, liderados pela França, afirmam que o acordo pode aumentar as importações de alimentos baratos e prejudicar agricultores europeus; há protestos na UE.
- Itália mudou de posição e votou a favor; Polônia e França continuam céticos; ambientalistas também criticam o acordo.
Embaixadores da UE aprovaram, de forma provisória, o acordo comercial com o Mercosul nesta sexta-feira (9). A assinatura pode ocorrer já na próxima semana, com a Comissão Europeia preparando a ratificação final. O acordo seria o maior pacto comercial do bloco.
A decisão ocorreu após mais de 25 anos de negociações e meses de disputas entre Estados-membros. A Comissão Europeia afirma que o pacto ajuda a abrir novos mercados e reduzir a dependência da China, além de facilitar o acesso a minerais estratégicos.
Frente a isso, opositores liderados pela França alertam para o aumento das importações de alimentos de fora, o que pode impactar agricultores europeus. Bloqueios e protestos ocorreram na França, Bélgica e Polônia nesta sexta, com agricultores em diversas frentes.
Avanços e limites
Conforme divulgam diplomatas, pelo menos 15 países representaram 65% da população da UE a favor, cumprindo o quórum necessário. Os Estados-membros têm até as 17h de Bruxelas (13h em Brasília) para confirmar por escrito seus votos.
A assinatura final depende também do Parlamento Europeu, que precisa aprovar o texto para que o acordo entre em vigor. A França promete continuar a oposição no âmbito legislativo se o acordo avançar.
Contexto econômico e estratégico
O acordo promete reduzir tarifas para setores como agricultura e indústria, com ganhos estimados de comércio entre UE e Mercosul. As tarifas atuais variam amplamente entre os dois blocos, especialmente em automóveis, laticínios e vinhos.
A UE destaca salvaguardas para suspendê-las, caso haja impactos significativos nos agricultores ou em resíduos de pesticidas. Também há mecanismos de proteção de setores sensíveis e apoio aos produtores europeus.
Reações setoriais
Grupos ambientalistas criticam o acordo, apontando impactos climáticos. Técnicos do setor agrícola europeu aguardam o desenrolar da ratificação para avaliar efeitos práticos nas suas bases. A discussão envolve impactos comerciais, ambientais e agrícolas em toda a União.
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