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Gigantes do petróleo dos EUA resistem a voltar à Venezuela sob pressão de Trump

Executivos das maiores petroleiras dos EUA resistem a voltar à Venezuela, sob pressão de Trump, exigindo garantias de segurança e mudanças legais para investir

Refinaria na Venezuela: governo Trump enfrenta um caminho difícil para atrair grandes produtores de petróleo de volta ao país após a captura de Maduro.
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  • Executivos das principais petroleiras dos EUA participaram de reunião na Sala Leste da Casa Branca para discutir retorno à Venezuela, diante da pressão de Trump por investimentos de ao menos US$ 100 bilhões na retomada da produção.
  • Empresas sinalizaram cautela: a ExxonMobil afirmou que a Venezuela é atualmente não investível e citou históricos conflitos com confisco de ativos; mudanças legais e proteções duráveis seriam necessárias. Harold Hamm, da Continental Resources, também não assumiu compromissos.
  • Trump ofereceu garantias de segurança às companhias e sugeriu que um acordo poderia sair “hoje ou muito em breve”, mas reconheceu dificuldades e destacou que existem 25 grupos prontos para atuar.
  • O CEO da ConocoPhillips, Ryan Lance, disse que a empresa teve prejuízo de US$ 12 bilhões na Venezuela; executivos sinalizaram que o retorno exigirá equilíbrio entre custos, preços do petróleo e segurança contratual.
  • A Venezuela possui as maiores reservas de petróleo do mundo, mas produção caiu abaixo de 1 milhão de barris por dia; planos norte-americanos preveem reconstrução com participação de empresas ocidentais e garantias de segurança.

Executivos de grandes petroleiras dos EUA mostraram cautela diante de uma possível retomada de investimentos na Venezuela, mesmo com pressão de Donald Trump. O encontro ocorreu na sexta-feira (9) na Sala Leste da Casa Branca, com a participação de cerca de 20 representantes do setor.

Trump deixou claro que há espaço para acordo rápido, citando a disponibilidade de substitutos caso alguns não avancem. O presidente afirmou ter 25 pessoas prontas para ocupar o lugar dos participantes que não aceitarem a parceria latino-americana.

Entre os presentes, o CEO da ExxonMobil, Darren Woods, disse que a Venezuela é atualmente “não investível” e lembrou que ativos da empresa já foram confiscados duas vezes pelo governo venezuelano. Woods ressaltou a necessidade de mudanças legais e proteção durável ao investimento.

Harold Hamm, da Continental Resources, também participou, mas não se comprometeu com prazos ou montantes, apesar de demonstrar entusiasmo pela possibilidade. O encontro teve como objetivo sinalizar a disposição de cooperação sob condições de segurança.

Contexto e posição das empresas

Trump ofereceu garantias de segurança às empresas que atuassem no país, porém sem detalhar como funcionariam. O presidente prometeu que investimentos em novos equipamentos seriam recuperados rapidamente, ressaltando que as operações não envolvem a Venezuela, mas sim o governo americano.

Durante a reunião, Ryan Lance, CEO da ConocoPhillips, revelou perdas da empresa na Venezuela que chegaram a US$ 12 bilhões, comentário recebido de forma bem-humorada pelo presidente. A conversa evidenciou dificuldades para atrair grandes produtores de petróleo de volta ao país.

Economia de curto prazo e riscos

Mercados já reagiram à ideia de venda de mais de 50 milhões de barris venezuelanos, com contratos futuros do WTI ao redor de US$ 59 por barril na sexta-feira. A perspectiva de maior produção venezuelana contrasta com pressões de varejo relacionadas ao custo de vida nos EUA.

Alguns operadores, especialmente produtores independentes, temem que a entrada venezuelana puxe para baixo os preços, tornando lesivos muitos poços de perfuração. A tensão cresce diante das promessas de reconstrução da infraestrutura petrolífera venezuelana sob controle externo.

Contexto geopolítico e responsabilidades

A intervenção militar dos EUA no país é vista com cautela por parte de analistas e parte do próprio setor, que teme associar-se a uma política de expropriação de recursos. O governo Trump diz atuar para derrubar um líder considerado ameaça à segurança nacional e para explorar reservas venezuelanas como recurso hemisférico.

Trump citou que, sem a intervenção, China ou Rússia poderiam ocupar o espaço. A agenda envolve garantias para operações futuras, ainda sem detalhes sobre como seria o amparo institucional dos EUA.

Situação atual na Venezuela

A Venezuela abriga as maiores reservas de petróleo do mundo, mas a produção caiu para menos de 1 milhão de barris por dia após nacionalizações e deterioração de ativos. A restauração completa envolve restauração ambiental, reparos de oleodutos e investimentos bilionários ao longo de anos.

Chevron continua operando na Venezuela sob licença específica dos EUA, enquanto ExxonMobil e ConocoPhillips encerraram atividades há anos. A recuperação do setor depende de segurança jurídica, contratos estáveis e financiamento de mercado.

Observações finais

O governo dos EUA mantém a presença militar na região para eventos futuros, e a cooperação entre governo e indústria permanece em avaliação. Ainda não há anúncio de passos concretos de investimento, apenas sinalização de condições para avançar. A Bloomberg e outras fontes acompanham o desenrolar das tratativas.

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