- Um drone russo atingiu um prédio em Kiev, abrindo janelas e deixando moradores sem água e energia.
- Moradora contou que não há água nem energia, mas duas salas permanecem quentes; a fachada ficou marcada pela colisão.
- Autoridades estimam restabelecer energia para quinhentos mil consumidores e aquecimento para seis mil edifícios, com temperaturas ao redor de menos dez graus Celsius.
- O ataque envolveu duzentos e quarenta e dois drones e trinta e seis mísseis, e resultou na morte de quatro pessoas, incluindo ataques na região de Lviv com míssil Oreshnik.
- Moradores seguem tentando manter a rotina, apesar do frio intenso e dos danos, informou a reportagem.
A cidade de Kyiv acorda sob frio intenso após um ataque russo que quebrou janelas de um prédio alto, deixou moradores sem água e sem energia e expôs famílias ao rigor de janeiro. O atentado ocorreu na noite de quinta, com drones atingindo o edifício e provocando danos em múltiplos andares.
Nataliya Revutska, moradora de 58 anos, afirmou que o apartamento ficou habitável apenas em duas salas. O trecho da construção ficou marcado por uma queimada extensa, enquanto vizinhos recolhem destroços sob o barulho de geradores.
O gasoduto e o sistema de aquecimento apresentaram falhas; bombeiros e equipes técnicas trabalham para restabelecer serviços. Na sexta-feira as autoridades anunciaram esforços para devolver energia a cerca de 500 mil consumidores e aquecimento a 6 mil edifícios na capital.
Impacto na rede de energia
O local, situado no décimo sexto andar, recebeu uma ofensiva que complicou serviços já sobrecarregados pelo frio. Um morador de 54 anos, Oleg Marasin, informou que tentou pedir ajuda a equipes de resgate que foram atingidas por uma segunda ofensiva.
As autoridades destacam que parte dos apagões é consequência da ofensiva noturna, mas o tempo frio intensifica a demanda por aquecimento. O ministro adjunto de energia, Mykola Kolisnyk, atribuiu alguns cortes às condições climáticas, além dos danos causados pelos ataques.
As ações russas dessa semana atingiram ainda regiões no sudeste industrial e contribuíram para interrupções generalizadas de energia em diferentes pontos do país. O objetivo, segundo analistas, é pressionar a população durante o inverno e atrapalhar o esforço de recuperação.
Residents como Revutska e Marasin afirmam manter a resiliência diante das dificuldades, indicando que seguirão em frente apesar das adversidades. A comunicação entre vizinhos e serviços de apoio permanece como apoio essencial nesses dias de frio extremo.
Entre na conversa da comunidade